O Sudeste Asiático enfrenta uma crise humanitária após a passagem de um ciclone tropical que desencadeou inundações catastróficas. Mais de 300 pessoas perderam a vida, com a Tailândia e a Indonésia sendo os países mais severamente atingidos.
Na Tailândia, as províncias do sul contabilizam pelo menos 145 mortos, um aumento alarmante em relação aos 55 noticiados anteriormente. Na Indonésia, especificamente na ilha de Sumatra, o número de vítimas fatais chega a 174, com 80 pessoas ainda desaparecidas. O número de mortos no país já havia ultrapassado uma centena.
Além das perdas de vidas, as inundações deixaram cidades submersas, comunidades isoladas e provocaram deslizamentos de terra. Malásia e Sri Lanka também sofrem com os impactos das chuvas torrenciais que persistem há dias. No Sri Lanka, o Exército foi mobilizado para auxiliar nas operações de resgate e socorro às vítimas das inundações e deslizamentos, que já causaram 56 mortes e deixaram 21 pessoas desaparecidas. Na Malásia, duas mortes foram confirmadas e 34 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. O governo local emitiu novos alertas de fortes chuvas.
Todos os anos, a região do Sudeste Asiático enfrenta inundações e deslizamentos de terra durante a estação chuvosa, que se estende de novembro a abril. No entanto, a intensidade das chuvas de monção deste ano foi exacerbada pela chegada de uma tempestade tropical.
Em algumas áreas, as águas das enchentes alcançaram até 2 metros de altura. Em Hat Yai, a quinta maior cidade da Tailândia, milhares de pessoas ficaram isoladas. A cidade registrou um volume impressionante de 335 mm de chuva em apenas 24 horas, marcando o maior índice diário em 300 anos no país.
Na Indonésia e na Tailândia, equipes de resgate trabalham incansavelmente para resgatar moradores isolados e localizar os desaparecidos. Drones e helicópteros são utilizados para fornecer suprimentos e assistência àqueles que não conseguiram deixar suas residências. O governo tailandês fez um apelo público por barcos e jet skis para agilizar as operações de resgate.
No norte de Sumatra, as comunicações e o fornecimento de energia foram interrompidos, dificultando o acesso às áreas mais afetadas. As estradas foram bloqueadas.
Abrigado em um centro de evacuação improvisado em uma quadra de basquete, um morador de Hat Yai relembrou emocionado o momento em que aguardava resgate, ao lado de seu cachorro, enquanto as águas subiam rapidamente. Relatou a dificuldade de se deslocar do telhado para um barco e a necessidade de abandonar seus pertences.
Fonte: g1.globo.com

