O cometa interestelar 3I/Atlas, descoberto em 1º de julho, tem despertado grande interesse na comunidade científica. Sua origem e características incomuns geraram diversas especulações, incluindo a teoria, amplamente refutada por especialistas, de que se trataria de uma nave alienígena.
Com o fim da paralisação do governo norte-americano, a agência espacial americana (Nasa) realizou uma coletiva para apresentar observações e análises preliminares de mais de 20 missões em todo o Sistema Solar sobre o 3I/Atlas. Durante o encontro, também foram compartilhadas imagens inéditas do objeto.
Um dos pontos principais da apresentação foi a confirmação de que o 3I/Atlas é, de fato, um cometa. O administrador associado da agência espacial enfatizou que, apesar do desejo de encontrar sinais de vida no universo, todas as evidências apontam para a natureza cometária do objeto. A teoria de uma possível invasão alienígena ganhou força após a divulgação de um estudo não revisado por um astrofísico, que alegava semelhanças entre os atributos do cometa e os de uma espaçonave alienígena disfarçada. A Nasa também garantiu que o 3I/Atlas não representa perigo para a Terra ou qualquer outro planeta do Sistema Solar, pois a distância em que ele se aproximará é considerada segura.
A Nasa mobilizou um monitoramento especial do cometa, pois sua posição, sempre do lado oposto do Sol em relação à Terra, dificultava a observação terrestre. Para superar essa dificuldade, a agência espacial reuniu várias equipes para rastrear o visitante interestelar, utilizando instrumentos de diversos locais do Sistema Solar, incluindo a Terra e Marte, para observar o objeto de diferentes perspectivas.
Acredita-se que o 3I/Atlas esteja viajando pelo espaço há muito tempo e tenha se originado em um sistema planetário mais antigo que o nosso. Essa característica oferece uma oportunidade única para observar sistemas estelares antigos e obter informações sobre a composição e a história de outros sistemas solares.
A análise química do 3I/Atlas também revelou características incomuns. Ao se aproximar do Sol, o cometa se comportou de maneira típica, mas apresentou particularidades como uma proporção maior de dióxido de carbono em relação à água, além de um gás mais rico em níquel do que em ferro. A poeira ao redor do objeto, composta por grãos maiores que o normal, também intriga os cientistas.
O cometa continuará sendo investigado durante sua passagem pelo nosso Sistema Solar, permitindo que os cientistas aprendam mais sobre sua composição, origem e comportamento.
Fonte: www.metropoles.com

