Em uma cerimônia solene realizada no Palácio do Planalto nesta terça-feira, Gustavo Feliciano foi empossado como o novo Ministro do Turismo, marcando o início de uma gestão que promete redefinir o acesso e a experiência turística no Brasil. Ao assumir o cargo, Feliciano sublinhou a necessidade premente de tornar o turismo um direito para todos os brasileiros, e não um privilégio exclusivo de uma parcela da população. Sua visão centraliza-se na democratização do setor, promovendo que as belezas naturais e culturais do país sejam desfrutadas por um espectro muito mais amplo da sociedade, impulsionando simultaneamente o desenvolvimento econômico local. A posse, prestigiada por diversas figuras políticas e parlamentares, sinaliza um novo capítulo para o desenvolvimento turístico nacional, alinhado a princípios de equidade e justiça social e com a expectativa de gerar mais emprego e renda para os cidadãos.

A Nova Visão para o Turismo Nacional

Inclusão e Acessibilidade como Pilares da Gestão

Gustavo Feliciano, em seu primeiro pronunciamento como titular da pasta, articulou uma filosofia clara e ambiciosa para o turismo brasileiro: ele deve ser “do povo, pelo povo e para o povo”. Esta declaração ressoa como um compromisso em desmistificar a ideia de que o lazer e a descoberta de destinos nacionais são restritos a segmentos de alta renda. O ministro enfatizou que o verdadeiro avanço de uma nação pode ser medido pela capacidade de seus cidadãos de viajar, desfrutar de momentos de lazer e construir memórias com suas famílias, independentemente de sua condição socioeconômica. Para Feliciano, a felicidade e a alegria não podem ser prerrogativas de uma classe social; pelo contrário, devem ser o símbolo tangível da justiça social que se almeja alcançar no Brasil.

A proposta central de Feliciano é transformar o turismo em uma ferramenta poderosa para a geração de alegria, emprego e renda, ao mesmo tempo em que se busca expandir o acesso aos belos destinos do país para a maioria da população, que historicamente tem tido barreiras para explorar seu próprio território. Isso implica na implementação de políticas públicas que tornem o setor mais inclusivo, com iniciativas que reduzam custos, melhorem a infraestrutura de transporte e acomodação acessível, e criem programas de incentivo ao turismo doméstico para famílias de menor poder aquisitivo. A materialização dessa visão exige uma coordenação estratégica entre os diversos níveis de governo e a iniciativa privada, focando em soluções que removam as barreiras existentes e abram novos horizontes para o turismo nacional, promovendo não apenas a economia, mas também a coesão social.

O foco em um turismo acessível e inclusivo visa não apenas impulsionar a economia local e regional, mas também fortalecer o tecido social, permitindo que mais brasileiros desfrutem das riquezas naturais e culturais que o país oferece. Ao promover eventos que geram engajamento comunitário e oportunidades econômicas diretas, o Ministério do Turismo sob a nova gestão busca criar um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Este modelo de turismo, que prioriza a participação popular e a equidade, é visto como essencial para construir um país onde o lazer e a experiência de viagem sejam um direito universal, refletindo um compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida de todos os cidadãos.

Articulação Política e Apoio Legislativo

A Força da Base e o Respaldo Parlamentar

A posse de Gustavo Feliciano não foi apenas um evento administrativo; representou também um momento significativo de articulação política. A cerimônia foi amplamente prestigiada por dezenas de políticos e parlamentares de diversas bancadas, evidenciando o apoio e a expectativa em torno da nova gestão. Entre os presentes, destacaram-se o governador da Paraíba, João Azevêdo, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), figura política de grande influência e aliado de longa data do novo ministro. Feliciano foi indicado ao cargo pelo União Brasil, partido que desempenha um papel crucial na dinâmica política atual, e sua nomeação reflete um importante alinhamento dentro da base governista.

Em seu discurso de agradecimento, o ministro fez questão de reconhecer a confiança depositada nele pela ala do União Brasil, manifestando seu desejo de colaborar para a construção de harmonia e soluções para os desafios do país. De forma notável, Feliciano dedicou um destaque especial ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a quem se referiu como o “maior líder” de seu estado, a Paraíba, e agora uma figura de projeção nacional. Ele interpretou a nomeação de um paraibano para um ministério da República como um “reflexo incontestável” da liderança discreta, porém inegável e forte, de Motta, sublinhando a importância da representatividade regional nos altos escalões do governo.

A resposta veio do próprio Hugo Motta, que reiterou o compromisso da Câmara dos Deputados em apoiar a gestão de Gustavo Feliciano. O presidente da Câmara assegurou que o Legislativo atuará proativamente, providenciando tanto recursos financeiros quanto ações concretas para fortalecer o setor de turismo em todo o território nacional. Motta também aproveitou a oportunidade para elogiar a “sensibilidade política” do presidente da República por atender à indicação de Feliciano, destacando a capacidade governamental de “agregar” forças políticas. Ele fez um balanço do ano legislativo, reconhecendo os desafios enfrentados, mas enfatizando que o Congresso Nacional não se furtou a colaborar com o governo em aprovações importantes que contribuíram para um encerramento de ano com balanço positivo. Este cenário de apoio legislativo é fundamental para a viabilidade das ambiciosas propostas de inclusão e acessibilidade que o novo ministro pretende implementar, prometendo um esforço conjunto para superar os desafios e impulsionar o desenvolvimento turístico do país.

O Perfil do Novo Ministro e o Cenário Pós-Transição

Gustavo Feliciano traz consigo uma trajetória relevante para a pasta do Turismo, combinando formação acadêmica e experiência prática na administração pública. Natural de Campina Grande, na Paraíba, o novo ministro é formado em Direito e possui experiência prévia na área pública, tendo atuado como secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021, durante a gestão do governador João Azevêdo. Sua ligação com a política paraibana é profunda e familiar, sendo filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano. Este perfil técnico-político é visto como um ativo para navegar as complexidades do setor e do cenário governamental, facilitando a articulação de projetos e a obtenção de apoio.

A nomeação de Feliciano ocorre em um contexto de transição e realinhamento político dentro do governo federal. Ele assume o lugar de Celso Sabino, que deixou o cargo na semana anterior. A saída de Sabino foi motivada por uma decisão do União Brasil, que reivindicou a vaga na pasta do Turismo. Sabino, que inicialmente resistiu à determinação de seu partido para que os filiados deixassem o governo federal – uma posição adotada pelo União Brasil em meio a um período de afastamento da base de apoio governista em setembro – acabou sendo expulso da legenda por sua decisão de permanecer no cargo. Essa movimentação sublinha a dinâmica complexa das alianças políticas e a importância do alinhamento partidário para a sustentação de um governo.

Entretanto, o cenário político evoluiu para uma reaproximação entre o União Brasil e o governo, culminando na indicação de Feliciano. A efetivação da saída de Sabino e a indicação do novo ministro foram o resultado de reuniões estratégicas realizadas na semana anterior entre lideranças do União e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Esta movimentação indica um esforço do governo em fortalecer sua base de apoio e acomodar alianças partidárias essenciais para a governabilidade. Celso Sabino, por sua vez, retomará seu mandato como deputado federal e já manifestou a intenção de concorrer a uma vaga ao Senado no próximo ano, sinalizando os desdobramentos individuais dessa transição.

O desafio de Gustavo Feliciano será agora traduzir as expectativas políticas e sociais em ações concretas que materializem sua visão de um turismo mais inclusivo e acessível. A conjunção de sua experiência técnica, o respaldo político do União Brasil e o apoio prometido pela Câmara dos Deputados oferece uma base sólida para a implementação de políticas públicas que busquem a democratização do acesso ao turismo no Brasil. Este novo capítulo no Ministério do Turismo se inicia com a promessa de transformar o setor em um vetor de desenvolvimento social e econômico, consolidando a posição do Brasil como um destino diversificado e aberto a todos os seus cidadãos, alinhado aos princípios de justiça social defendidos pela nova gestão.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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