Os Estados Unidos realizaram a apreensão de mais um petroleiro da Venezuela no Mar do Caribe, próximo a Trinidad e Tobago, na última sexta-feira (9). A operação, confirmada por oficiais americanos que preferiram manter o anonimato à agência Reuters, visa reforçar o bloqueio imposto por Washington contra o regime venezuelano e suas atividades de exportação de petróleo, marcando uma escalada nas táticas de pressão na região.

Detalhes da Captura do Olina

A embarcação em questão, identificada como Olina, navegava sob uma bandeira falsificada de Timor-Leste, conforme revelam dados da base pública de navegação Equasis. Este petroleiro já estava sob sanções americanas desde janeiro do ano passado, época em que era conhecido como Minerva M. Fontes do setor marítimo indicam que o Olina havia partido da Venezuela na semana anterior, transportando uma carga completa de petróleo, pouco depois da emissão de um mandado de prisão contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro. A apreensão ocorreu quando o navio estaria retornando ao país de origem, também completamente carregado.

A empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard apontou que o rastreador AIS (Sistema de Identificação Automática) do Olina havia sido desativado há cerca de 52 dias na Zona Econômica Exclusiva venezuelana, a nordeste de Curaçao. A interceptação do Olina insere-se em uma longa série de perseguições a navios-tanque envolvidos com carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na área, conforme detalhado pela empresa.

Escalada das Operações Navais Americanas no Caribe

A captura do Olina representa a quinta interceptação de navios realizada pelos Estados Unidos nas últimas semanas, evidenciando uma intensificação das ações navais na região. Apenas na quarta-feira anterior (7), outras duas operações resultaram na apreensão de petroleiros vinculados à Venezuela. O navio Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, que operava sob bandeira russa, foi um dos interceptados. No mesmo dia, o M/T Sophia, de bandeira panamenha e também ligado a interesses venezuelanos, foi detido. Essas ações coordenadas demonstram a firmeza de Washington em fazer cumprir suas sanções.

A Política de Bloqueio e Sanções Contra a Venezuela

A série de apreensões marítimas reflete a política de sanções e bloqueio mantida pelos Estados Unidos para pressionar o governo de Nicolás Maduro. Após as recentes interceptações, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reiterou publicamente que o bloqueio a petroleiros venezuelanos "permanece em vigor em todo o mundo". Esta medida é uma extensão do "bloqueio total" imposto pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, em dezembro, visando restringir o acesso da Venezuela aos mercados globais de petróleo. Em operações anteriores, duas embarcações já haviam sido interceptadas como parte desta estratégia de cerco econômico e logístico.

As repetidas interceptações de petroleiros venezuelanos no Caribe e em outras rotas marítimas sublinham a determinação dos Estados Unidos em aplicar rigorosamente suas sanções. Estas operações não apenas privam o governo venezuelano de receitas essenciais do petróleo, mas também enviam uma clara mensagem sobre a extensão e o alcance da pressão americana, mantendo a tensão geopolítica em alta na região.

Fonte: https://g1.globo.com

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