A Polícia Civil e o Ministério Público, em uma ação conjunta de grande envergadura, deflagraram nesta quinta-feira (22) a Operação Haras do Crime, visando desmantelar uma complexa rede criminosa especializada no furto de combustíveis de oleodutos da Transpetro. A mobilização, centrada em uma fazenda na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, resultou na prisão de um suspeito na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, evidenciando o alcance nacional das investigações contra essa prática ilícita.
O Alvo da Operação: Furto de Combustíveis da Transpetro
A Operação Haras do Crime concentrou seus esforços na região de Guapimirim, especificamente em uma propriedade rural na Baixada Fluminense, identificada como ponto-chave para a extração ilegal de petróleo. O crime de furto de combustíveis, conhecido como 'sangria' de dutos, representa não apenas um prejuízo milionário para a estatal Transpetro e para a economia nacional, mas também um grave risco ambiental e de segurança para as comunidades próximas às instalações clandestinas de extração.
As investigações que culminaram na ação desta quinta-feira apontam para a sofisticação da quadrilha, que utilizaria a estrutura da fazenda para perfurar os dutos e desviar o produto, que posteriormente seria armazenado e comercializado ilegalmente. A ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público busca mapear toda a cadeia criminosa, desde a extração até a distribuição do combustível adulterado ou roubado no mercado paralelo.
A Prisão em Ribeirão Preto: Um Elo Crucial na Rede
Longe do epicentro da operação no Rio de Janeiro, a cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista, tornou-se palco de uma das prisões mais significativas da Haras do Crime. Um homem, cuja identidade e papel específico na organização não foram divulgados pelas autoridades, foi localizado e detido em um endereço no bairro Ribeirânia. Sua captura sublinha a amplitude das ramificações do esquema criminoso, que não se restringe à área de extração e perpassa por diferentes estados da federação.
As informações preliminares indicam que o indivíduo preso já possuía um histórico criminal prévio, com outras passagens pela polícia, sugerindo um envolvimento anterior em atividades ilícitas. Este perfil reforça a crença de que o suspeito pode ser um elemento experiente dentro da rede de furto, e sua detenção é vista como um passo importante para desvendar conexões, identificar outros envolvidos na logística e comercialização dos combustíveis furtados, e, eventualmente, chegar aos líderes da organização.
O Combate ao Crime Organizado e Seus Riscos Socioambientais
O furto de combustíveis de dutos da Transpetro tem se tornado uma preocupação crescente para as forças de segurança devido aos múltiplos impactos negativos. Além das perdas financeiras estimadas em centenas de milhões de reais anualmente para a infraestrutura do país, a prática clandestina de perfurar oleodutos oferece riscos iminentes de explosões, incêndios e vazamentos. Esses incidentes podem causar contaminação ambiental severa, colocando em perigo a vida dos moradores das regiões afetadas e causando danos irreparáveis ao ecossistema.
Operações como a 'Haras do Crime' são, portanto, fundamentais para combater o crime organizado que atua nesse setor, frequentemente envolvendo lavagem de dinheiro, corrupção e outras atividades ilícitas. A cooperação entre diferentes estados e instituições, como a Polícia Civil e o Ministério Público, demonstra a seriedade com que as autoridades encaram a ameaça e a complexidade necessária para desmantelar essas redes que atentam contra o patrimônio público e a segurança da população.
Com a Operação Haras do Crime em andamento e as investigações prosseguindo, espera-se que novos detalhes sobre a estrutura, os membros e as ramificações da quadrilha sejam revelados nos próximos dias. A prisão em Ribeirão Preto é um testemunho da capilaridade do crime de furto de combustíveis e reforça a determinação das forças de segurança em proteger a infraestrutura crítica do país, o meio ambiente e a segurança pública contra essas ações criminosas.
Fonte: https://g1.globo.com

