Uma cena perturbadora foi registrada por câmeras de segurança no movimentado calçadão do Centro de Franca, interior de São Paulo, na tarde da última quinta-feira (22). As imagens, que rapidamente ganharam repercussão, flagraram uma mãe agredindo a própria filha em plena luz do dia. O incidente chocou a comunidade e prontamente mobilizou a Polícia Civil, que abriu uma investigação para apurar os fatos, enquanto o Conselho Tutelar reafirmou o acompanhamento da família, que já se encontrava em situação de vulnerabilidade.

A Dinâmica da Agressão Revelada pelas Imagens

O vídeo, obtido pelo g1, expõe a sequência de agressões sofridas pela criança na área comercial da cidade. Nele, a mulher, vestindo um casaco e carregando uma mochila rosa, é vista na companhia de duas crianças. Em dado momento, com um gesto abrupto, ela retira a mochila e a arremessa contra uma das meninas, que é atingida e cai no chão, levantando-se em seguida em prantos. Pouco depois, enquanto a criança tenta se reaproximar da mãe, recebe um tapa violento na cabeça, sendo derrubada novamente ao solo, em evidente sofrimento e choro.

As imagens também mostram a reação de algumas pessoas no local. Uma segunda mulher parece tentar dialogar com a agressora, indicando uma tentativa de intervenção. Contudo, apesar do fluxo de pedestres na Rua Marechal Deodoro, local do ocorrido, nenhuma ação direta de contenção ou socorro imediato à criança foi registrada por outros transeuntes.

Mobilização Policial e o Histórico Familiar

Diante da gravidade das cenas, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que, mesmo sem um registro formal inicial da ocorrência, a Polícia Civil tomou conhecimento do caso e prontamente iniciou investigações. O objetivo é identificar todos os envolvidos, registrar o incidente oficialmente e adotar as providências de Polícia Judiciária cabíveis, buscando responsabilização pela violência praticada contra a menor.

Simultaneamente, o Conselho Tutelar de Franca, através da conselheira Andreia Aparecida Martins, confirmou a identidade da mulher como a mãe da criança agredida e de outra menina presente no vídeo. Foi revelado que a genitora está grávida e que a família já era alvo de atenção da rede de proteção social do município. Essa revelação aponta para um contexto de vulnerabilidade preexistente, com a família já tendo recebido apoio de serviços da Assistência Social e da rede de saúde em períodos anteriores aos lamentáveis fatos.

O Acompanhamento Contínuo da Rede de Proteção Social

O Conselho Tutelar esclareceu, por meio de nota, que o acompanhamento da família não é recente, estando ativo desde antes do episódio registrado pelas câmeras. Este suporte contínuo é oferecido através dos serviços da Assistência Social, que incluem o Serviço de Proteção e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), demonstrando um histórico de esforços para amparar a família em suas dificuldades e vulnerabilidades.

Considerando uma recente mudança de endereço da família, o caso está sendo formalmente reencaminhado ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da nova área de abrangência. Essa medida visa assegurar a continuidade do atendimento e do monitoramento, garantindo que a família e, em especial, as crianças, recebam o suporte necessário para superar a situação de vulnerabilidade e para prevenir novas ocorrências de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção.

O incidente no calçadão de Franca serve como um doloroso lembrete da persistência da violência infantil e da importância da vigilância social. Enquanto a Polícia Civil prossegue com suas investigações para garantir a justiça e a proteção da criança, a rede de proteção social reitera seu compromisso em oferecer o suporte essencial às famílias em situação de risco. É fundamental que a sociedade e as instituições trabalhem em conjunto para proteger as crianças e adolescentes, assegurando um ambiente seguro e acolhedor para seu desenvolvimento integral.

Fonte: https://g1.globo.com

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