O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (27), que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro bilateral com o presidente Donald Trump. A reunião, que ocorrerá na Casa Branca, em Washington, foi confirmada por Lula ao desembarcar no Panamá, onde participa como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Este diálogo direto entre os chefes de Estado é visto como um passo fundamental para fortalecer as relações entre as duas maiores democracias do Ocidente.

Diálogo Estratégico em Washington

Ao chegar à Cidade do Panamá, o presidente brasileiro enfatizou a importância da viagem, ressaltando a necessidade de uma conversa face a face entre os líderes do Brasil e dos Estados Unidos. Lula expressou sua convicção de que o encontro contribuirá para o retorno à “normalidade” nas relações bilaterais, projetando um fortalecimento do multilateralismo e um impulso ao crescimento econômico global. Segundo ele, essa é a expectativa que os povos de ambas as nações têm de seus governantes.

Temas Cruciais na Agenda Bilateral

A futura reunião presencial será precedida por um telefonema entre Lula e Trump ocorrido na segunda-feira. Na ocasião, os líderes abordaram uma série de tópicos de interesse mútuo e global, conforme nota oficial do Palácio do Planalto. Dentre os assuntos discutidos estavam a complexa situação na Venezuela, os esforços em busca de um plano de paz para a Faixa de Gaza e estratégias conjuntas para o combate ao crime organizado transnacional. A amplitude desses temas demonstra a diversidade da agenda que deverá ser aprofundada em março.

Diplomacia Regional e a Questão Venezuelana

Durante sua estadia no Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe nesta quarta-feira (28), Lula também foi questionado sobre a crise na Venezuela e a presença militar norte-americana no Caribe. O presidente brasileiro revelou ter conversado em duas ocasiões com a presidente interina Delcy Rodríguez após a intervenção militar norte-americana em Caracas e planeja um novo contato. Ele reiterou a necessidade de respeitar a soberania venezuelana e permitir que o povo do país encontre suas próprias soluções democráticas, defendendo a paciência no processo.

A Defesa do Multilateralismo na Ação Externa Brasileira

A agenda diplomática de Lula tem sido marcada por um intenso diálogo com diferentes líderes internacionais, todos em defesa do multilateralismo. Ele mencionou conversas recentes não apenas com Donald Trump, mas também com o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente chileno Gabriel Boric. Esses contatos reforçam a postura brasileira de buscar soluções coordenadas para desafios globais, com a expectativa de que a cooperação internacional seja a chave para a estabilidade e o crescimento econômico em todo o mundo.

O próximo encontro em Washington, portanto, transcende a pauta bilateral, inserindo-se na estratégia mais ampla do Brasil de reafirmar seu papel como ator relevante no cenário global, promovendo o diálogo e a busca por soluções conjuntas para os grandes temas da atualidade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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