Uma cadela, identificada como Lilica, que havia sido resgatada de uma situação de supostos maus-tratos, empreendeu fuga da Divisão de Bem-Estar Animal (DBEA) em Ribeirão Preto (SP) nesta quinta-feira (26). O incidente deflagrou uma intensa força-tarefa, envolvendo equipes de segurança e voluntários, em uma corrida contra o tempo para localizar o animal e garantir sua segurança. Lilica e outra cachorra estavam sob os cuidados da instituição após um vídeo, amplamente divulgado, flagrar um homem agredindo os animais.
Mobilização Abrangente na Busca por Lilica
A fuga de Lilica, uma cadelinha de pelagem branca, do centro de acolhimento gerou uma resposta imediata das autoridades locais. Uma força-tarefa foi rapidamente estabelecida, contando com a participação de equipes da Divisão de Bem-Estar Animal, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e até mesmo de familiares do tutor original dos animais. As buscas estão concentradas no bairro Adelino Simioni e, para otimizar os esforços, um drone está sendo empregado na varredura da área.
A Gerência de Bem-Estar Animal confirmou a evasão do animal e informou que uma equipe da GCM conseguiu identificar uma área verde onde Lilica foi avistada, intensificando os trabalhos de cerco para realizar a captura de forma segura. Até o momento da última atualização, a cadelinha ainda não havia sido encontrada, mantendo a comunidade e as equipes em alerta máximo.
O Contexto do Resgate: Denúncias de Agressões Constantes
Lilica e sua companheira foram levadas para a Divisão de Bem-Estar Animal após a circulação de vídeos que mostravam um homem desferindo chutes e arremessando os animais contra o chão. As imagens, capturadas por moradores de um condomínio e divulgadas em 17 de março, geraram grande comoção e levaram à intervenção das autoridades. Os animais estavam recebendo atendimento veterinário e se recuperando antes de uma possível devolução à família.
A Versão do Tutor e o Contraponto das Autoridades
O homem de 29 anos, tutor das cadelas e flagrado nos vídeos, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento sobre as agressões. Em sua defesa, ele alegou que a situação foi um 'mal-entendido', afirmando que agiu para separar uma briga entre as duas cachorras. Segundo seu relato, ao tentar apartá-las, uma delas teria mordido sua mão, levando-o a soltá-la de forma brusca. Ele também argumentou que os animais recebem bons cuidados, incluindo ração, tosa mensal e acompanhamento veterinário, e que dormem em sua cama, sugerindo que não há histórico de maus-tratos intencionais.
No entanto, essa versão é contestada pelas autoridades. Mário Eduardo Luchetti, subcomandante da Guarda Civil Metropolitana, informou que, em contraste com a justificativa do tutor, relatos de moradores indicam que as agressões aos animais eram constantes. Os vizinhos teriam afirmado que o homem utilizava esses métodos como forma de 'corrigir' as cadelas, contrariando a tese de um incidente isolado durante uma briga. Após prestar depoimento, o suspeito foi liberado.
Desfecho Incerto e Preocupação Contínua
A comunidade de Ribeirão Preto e os defensores dos direitos animais permanecem apreensivos com o paradeiro de Lilica. A fuga da cadelinha acrescenta uma nova camada de complexidade a um caso já delicado, que trouxe à tona a importância da proteção animal e a vigilância contra os maus-tratos. As equipes de busca continuam empenhadas, esperando um desfecho positivo que garanta a segurança e o bem-estar de Lilica após as adversidades enfrentadas.
Fonte: https://g1.globo.com

