A cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo, foi palco de um crime brutal que chocou a comunidade e deixou uma família em luto. Leonice Aparecida Moscon, de 62 anos, foi encontrada morta a facadas em sua própria residência, desencadeando uma investigação que culminou na prisão de seu genro, Ygor Felizardo. Em meio à dor e à consternação, a dona de casa Marilene Schiavinato, uma das filhas da vítima, expressou à EPTV, afiliada da TV Globo, a profunda revolta com a crueldade do assassinato e fez um veemente apelo por justiça, citando o perfil agressivo do suspeito.
A Descoberta Trágica e as Primeiras Pistas
O corpo de Leonice Aparecida Moscon foi descoberto na última segunda-feira (15), dentro de sua casa no Jardim Vitória, apresentando múltiplos sinais de golpes de faca. A vítima vivia sozinha no imóvel. A investigação da Polícia Civil rapidamente apontou para Ygor Felizardo, genro da senhora e marido de outra filha de Leonice. As suspeitas foram fundamentadas por indícios contundentes, como a presença de roupas com manchas semelhantes a sangue em posse do suspeito, um ferimento recente em sua mão e a ausência de qualquer sinal de arrombamento na residência da vítima, sugerindo que ela conhecia e permitiu a entrada de seu agressor.
Antes de sua prisão em flagrante, Ygor chegou a conceder entrevistas a jornalistas, onde descreveu o momento em que sua esposa teria encontrado a mãe morta. Na ocasião, ele negou qualquer envolvimento, afirmando ter uma boa relação com a sogra e desconhecer as circunstâncias do ocorrido. No entanto, as evidências colhidas pelos policiais militares levaram-no à delegacia e, após audiência de custódia, a Justiça decretou sua prisão preventiva na terça-feira (16).
O Clamor da Filha e as Revelações sobre o Suspeito
Marilene Schiavinato, visivelmente abalada, descreveu a morte de sua mãe como “muito cruel” e lamentou que Leonice, uma pessoa que “tratava todo mundo muito bem”, não merecia tal destino. Ela ressaltou que a mãe mantinha uma excelente relação com o genro, preparando refeições e recebendo-o diariamente, o que descarta qualquer desavença anterior como motivação para o crime. A filha, no entanto, não hesitou em expor o perfil agressivo de Ygor, o que corrobora informações levantadas pela Polícia Civil.
Histórico de Violência e Motivação Financeira
De acordo com Marilene e informações policiais, Ygor Felizardo já havia sido detido preventivamente no passado, acusado de tentativa de homicídio contra seu padrasto, embora tenha sido posteriormente absolvido e liberado há cerca de um mês. A filha da vítima também revelou que ele “sempre foi violento” e agredia sua irmã, esposa do suspeito. Essa retrospectiva de comportamento violento reforça a preocupação da família com a segurança. Além do histórico, a principal linha de investigação da polícia, endossada por Marilene, aponta para uma motivação financeira: a suspeita de que o crime foi cometido para subtrair R$ 13 mil que Leonice havia sacado de um empréstimo.
Marilene confirmou que, ao vistoriarem a casa da mãe após o ocorrido, não encontraram a quantia mencionada, fortalecendo a tese de latrocínio ou roubo seguido de morte. A filha acredita que a “ganância” e um “ódio” inexplicável motivaram o ato brutal, dada a falta de outro motivo plausível.
Um Grito por Justiça e o Fim da Impunidade
Diante da irreparável perda, Marilene Schiavinato faz um veemente apelo para que a prisão de Ygor Felizardo seja mantida e que a justiça prevaleça. Para ela, é fundamental que a morte de sua mãe não seja em vão, servindo como um marco contra a impunidade. “Tem que existir justiça para esse crime, senão vai ser mais uma mulher morta de graça nessa terra”, desabafou, ecoando a indignação de muitas famílias que enfrentam a violência, e questionando: “Até quando? Quantas mulheres vão morrer esfaqueadas na mão de criminosos?”.
O caso de Leonice Aparecida Moscon em Sertãozinho é mais um triste exemplo da urgência em combater a violência e garantir que crimes tão bárbaros sejam devidamente punidos, oferecendo um mínimo de consolo e segurança à sociedade e às famílias enlutadas.
Fonte: https://g1.globo.com

