A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo acionou um abrangente plano de contingência para garantir a plena continuidade dos serviços de atendimento médico na região de Ribeirão Preto. A medida emergencial foi tomada após um forte temporal, registrado na madrugada da última sexta-feira, causar significativos danos em importantes unidades hospitalares da cidade, colocando em alerta a estrutura de saúde local.
Impactos Diretos e Primeiras Medidas nas Unidades Afetadas
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP) e o Hospital Santa Lydia foram as unidades mais atingidas. A Unidade de Emergência do HC-RP precisou ser temporariamente interditada para o recebimento de novos pacientes, reorganizando o fluxo de atendimento. No Hospital Santa Lydia, uma árvore bloqueou a principal via de acesso à unidade, que passou a operar com geradores de energia. Além disso, a forte enxurrada provocou a entrada de água em suas dependências. Felizmente, as autoridades confirmaram que não houve registro de vítimas diretas nesses incidentes hospitalares.
Estratégia de Contingência e Mobilização Regional
Para assegurar a assistência ininterrupta, a SES implementou uma atuação integrada envolvendo o Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto, a regulação estadual, a Secretaria de Saúde Municipal e diversas unidades hospitalares de referência. Além do HC-RP e do Santa Lydia, outros hospitais na região que relataram algum nível de impacto ou foram acionados para compor a rede de retaguarda incluem o Hospital Estadual de Ribeirão Preto (HERP), a Beneficência Portuguesa, a Santa Casa de Ribeirão Preto, a Santa Casa de Sertãozinho e os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) de Ribeirão Preto e Taquaritinga.
O secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, enfatizou que todos os hospitais da região foram convocados para formar uma 'retaguarda robusta', garantindo assim a absorção de todos os casos de urgência e emergência que porventura surgissem. Segundo Paiva, a rede de saúde está totalmente mobilizada, preparada e organizada para enfrentar os desafios impostos pela situação.
Monitoramento Contínuo e Reorganização dos Atendimentos
A Secretaria de Estado da Saúde mantém um monitoramento permanente da situação nas unidades afetadas. As ações incluem a atualização constante dos fluxos de atendimento, a avaliação da capacidade operacional dos serviços, a priorização de casos de urgência e emergência e uma articulação proativa com os municípios para garantir a continuidade da assistência. Essa coordenação visa otimizar os recursos disponíveis e direcionar os pacientes para os locais com melhor capacidade de atendimento.
Para os pacientes que não conseguiram comparecer a consultas ou exames agendados na sexta-feira em unidades estaduais, como hospitais e AMEs, a SES informou que os atendimentos serão reagendados a partir da próxima semana. As próprias unidades responsáveis entrarão em contato para informar as novas datas, buscando minimizar os transtornos causados pelo evento climático.
Expansão da Rede de Apoio Regional
A reorganização dos fluxos assistenciais estendeu-se além dos limites imediatos de Ribeirão Preto. Unidades de referência em cidades vizinhas e de regiões adjacentes foram acionadas para receber pacientes, conforme a especificidade de cada caso. Entre os serviços preparados pela Secretaria Estadual de Saúde para atuar como apoio estão a Santa Casa de São Carlos, o Hospital Universitário de São Carlos, o Hospital Estadual de Américo Brasiliense e o Hospital Carlos Fernando Malzoni, em Matão.
Além disso, equipamentos de saúde das regiões de Franca, Barretos, Araraquara e São João da Boa Vista também permanecem mobilizados e prontos para receber pacientes encaminhados de Ribeirão Preto, se a demanda assim exigir. Essa ampla mobilização regional demonstra a capacidade de resposta e a solidariedade entre as diversas estruturas de saúde do estado em momentos de crise.
Fonte: https://g1.globo.com

