A Polícia Civil de Ribeirão Preto tem feito progressos significativos na elucidação do latrocínio que vitimou o empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, na Vila Seixas. O crime, que chocou a cidade, envolveu a abordagem de dois indivíduos em uma motocicleta. Embora um dos suspeitos, identificado como o piloto do veículo, já esteja sob custódia, as autoridades prosseguem com intensas diligências para identificar e capturar o atirador responsável pelos disparos.
O Brutal Latrocínio na Porta de Casa
O trágico evento ocorreu na manhã de 13 de agosto, por volta das 11h25, na Rua Guimarães Passos. Paulo de Tarso Vallini, conhecido por seu trabalho na restauração de veículos antigos, estava chegando em sua residência em uma caminhonete preta quando foi surpreendido pela dupla de criminosos. Imagens de segurança revelaram que o empresário foi perseguido por cerca de quatro quilômetros, desde o momento em que deixou sua oficina, localizada no bairro Lagoinha. Essa perseguição indica um planejamento prévio, com a vítima sendo monitorada à distância pelos assaltantes.
Durante a abordagem, um dos suspeitos tentou dificultar a identificação da motocicleta, entortando a placa do veículo. A investigação aponta que o objetivo principal da dupla era roubar um cordão de ouro e um relógio Rolex de luxo que estavam com Vallini. Contudo, após uma breve reação da vítima, o atirador efetuou três disparos, e os criminosos fugiram sem levar nenhum dos pertences almejados. Um detalhe crucial capturado pelas câmeras de segurança foi o momento em que o atirador deixou cair o coldre da arma, agachando para recolher o objeto antes de subir na garupa e fugir.
A Identificação e o Histórico do Piloto da Fuga
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) conseguiu identificar Jonas Matheus Campos Isac, de 19 anos, apelidado de "Joninha", como o condutor da motocicleta utilizada no dia do crime. Após ser identificado, Jonas se apresentou voluntariamente à Polícia Civil, embora negue qualquer participação no latrocínio. A prisão dele ocorreu na sequência de sua apresentação.
O histórico de Jonas Matheus revela diversas passagens pela polícia durante a adolescência, incluindo cinco vezes em que foi levado à delegacia. Dessas, quatro ocorrências foram por infração análoga ao tráfico de drogas e uma por receptação de motocicleta. Seu histórico inclui duas internações na Fundação Casa, sendo que a última estendeu-se até janeiro de 2025, período em que foi liberado. O delegado André Baldocchi confirmou o histórico do jovem na Fundação Casa por delitos como roubo e tráfico de drogas.
As investigações também detalharam a origem da motocicleta. Jonas adquiriu o veículo aproximadamente 15 dias antes do crime, sendo o sétimo proprietário em uma série de transações informais, sem qualquer registro de transferência oficial. A polícia conseguiu rastrear o caminho da moto e chegar a Jonas por meio da análise de extratos bancários e comprovantes de transações via PIX, demonstrando a complexidade e a profundidade da apuração dos fatos.
A Caçada ao Atirador: Próximos Passos da Polícia
Enquanto o piloto da motocicleta já está detido, o homem que desceu da garupa e efetuou os disparos contra o empresário ainda não teve sua prisão decretada. A Polícia Civil, através do delegado André Baldocchi, afirmou que já trabalha com suspeitas concretas sobre a identidade do atirador, mas ainda busca reunir provas robustas e irrefutáveis para formalizar a acusação e solicitar o mandado de prisão.
As equipes de investigação continuam empenhadas em uma série de diligências complexas de polícia judiciária. Isso inclui quebras de sigilo, confrontação de dados e outras técnicas investigativas para compilar um conjunto de evidências que permita a incriminação do segundo envolvido. A Polícia Civil trabalha em colaboração com a Polícia Militar, visando a resolução completa do caso e a captura de todos os responsáveis.
Diligências e Convicção: O Compromisso com a Justiça
O latrocínio de Paulo de Tarso Vallini mobilizou as forças de segurança de Ribeirão Preto. A perícia e a análise das imagens de segurança foram cruciais para reconstruir a dinâmica do crime, desde a perseguição inicial até a fuga dos criminosos. A identificação dos itens de luxo que a vítima portava reforçou a tese de latrocínio, apesar de nada ter sido levado, caracterizando a modalidade de roubo seguido de morte tentado ou consumado sem subtração efetiva.
A Polícia Civil reitera seu compromisso em esclarecer integralmente o crime e levar todos os envolvidos à justiça. As investigações prosseguem com a determinação de apresentar todas as provas necessárias para a condenação dos culpados, garantindo que a memória do empresário Paulo de Tarso Vallini seja honrada com a aplicação da lei.
Fonte: https://g1.globo.com

