O judô brasileiro encerrou sua participação no Grand Slam de Budapeste, Hungria, com um desempenho notável, destacando-se a conquista do ouro por Guilherme Schimidt na categoria até 90kg. A vitória, alcançada neste domingo, marcou a primeira final de Grand Slam do judoca brasiliense nesta nova categoria, consolidando uma performance robusta da delegação verde e amarela, que somou um total de três medalhas no evento. Este torneio representa a última etapa do circuito antes do aguardado Campeonato Mundial, programado para iniciar em 4 de outubro em Baku, no Azerbaijão, conferindo um peso estratégico adicional aos resultados.
Ouro Inédito e Retribuição em Budapeste
Guilherme Schimidt subiu ao topo do pódio após uma campanha impecável, culminando em uma vitória por ippon sobre o sérvio Boris Rutovic na grande final da categoria até 90kg. Este triunfo teve um sabor de revanche para o brasileiro, que havia sido superado pelo mesmo adversário na decisão do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, há cerca de quatro meses. A jornada de Schimidt até o ouro incluiu uma sequência de quatro vitórias no domingo: ele superou o norueguês Kornelius Eilertsen por desclassificação do oponente, avançou sobre o egípcio Abdalla Abdelsamea com um ippon nas oitavas, derrotou o moldavo Mihail Latisev nas quartas de final e garantiu sua vaga na disputa do ouro ao aplicar um yuko no golden score contra o bielorrusso Yahor Varapayeu na semifinal.
Ao comentar sua conquista, Schimidt expressou grande satisfação: “Muito feliz pelo dia de hoje. Meu coração está repleto de gratidão por tudo que estou vivendo e, principalmente, por todo o processo que me trouxe até aqui.” A declaração reflete a importância de sua adaptação e sucesso na categoria -90kg, para a qual migrou no final de 2024, evidenciando uma transição bem-sucedida e promissora.
Desempenho Coletivo e Relevância no Cenário Global
Além do brilhantismo de Guilherme Schimidt, a equipe brasileira demonstrou sua força coletiva com outras duas conquistas importantes. Kaillany Cardoso (-70kg) assegurou a medalha de prata no sábado, enquanto Sarah Souza (-57kg) conquistou o bronze na sexta-feira. Esse conjunto de resultados elevou o Brasil à quarta posição na classificação geral do Grand Slam de Budapeste, ficando atrás apenas de potências como Japão, Rússia e Israel. A competição reuniu mais de 500 atletas de 70 países, com a delegação brasileira contando com 17 judocas, demonstrando a amplitude de sua participação e o alto nível do evento.
Perspectivas para o Mundial e Ciclo Olímpico de Los Angeles 2028
O Grand Slam de Budapeste não foi apenas um palco para grandes confrontos, mas também um ponto crucial na corrida por pontos no ranking mundial. Os campeões, como Guilherme Schimidt, garantiram 1000 pontos, um parâmetro fundamental para a classificação aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A proximidade do Campeonato Mundial de Judô, que se inicia em 4 de outubro, intensifica a importância desses resultados, servindo como um termômetro para a performance dos atletas e das equipes no cenário internacional. O sucesso em Budapeste proporciona um impulso significativo para os judocas brasileiros que buscam consolidar suas posições e manter a excelência em competições de alto nível.
As medalhas conquistadas, em especial o ouro de Schimidt e as pratas e bronzes de Kaillany e Sarah, reforçam a capacidade do Brasil de competir entre as principais nações do judô. Esse desempenho não apenas celebra os resultados imediatos, mas também estabelece uma base sólida e promissora para os desafios futuros, incluindo o Campeonato Mundial e o longo caminho rumo às Olimpíadas.

