A Great Pumpkin Commonwealth (GPC), organização que regulamenta as competições de abóboras gigantes, confirmou um feito extraordinário: uma abóbora cultivada pelo britânico Ian Paton atingiu a impressionante marca de <b>1.295,8 kg</b>, estabelecendo um novo recorde mundial. O colossal vegetal supera, em peso, até mesmo um rinoceronte-branco, solidificando seu lugar na história da agricultura de proporções monumentais.
Uma Conquista Gigante: O Novo Recorde Mundial
A pesagem oficial que selou o novo marco aconteceu em Wargrave, no condado inglês de Berkshire, em 3 de outubro. O exemplar cultivado por Ian Paton, de Hampshire, superou em quase 20 kg o anterior recorde mundial, que também pertencia a ele e seu irmão Stuart. Gerald Short, juiz da GPC, expressou o espanto da comunidade: "Nos 100 milhões de anos em que plantas frutíferas existem no planeta Terra, esta é, de longe, a mais pesada e simplesmente o maior exemplar que já existiu em todo esse período. Se isso não é a própria definição de algo extraordinário, não sei o que é", destacou Short, ressaltando a singularidade da planta.
O Desafio do Cultivo Solitário e as Condições Climáticas Adversas
Diferente da tentativa anterior, desta vez Ian Paton empreendeu o cultivo da abóbora recordista sozinho, intensificando significativamente o processo. Ele dedicou até seis horas diárias à plantação durante um período de dois meses, enfrentando um trabalho exaustivo sem o auxílio de seu irmão. Além do esforço individual, o verão britânico trouxe ondas de calor excepcionais e condições climáticas adversas, adicionando uma camada extra de complexidade ao crescimento bem-sucedido do vegetal.
Engenharia Agrícola em Estufa: A Chave para o Sucesso
Para contornar as condições climáticas desfavoráveis e maximizar o potencial de crescimento da abóbora, Ian Paton empregou uma estratégia de cultivo em estufa. Essa estrutura permitiu um controle preciso sobre o ambiente, o que foi crucial para antecipar o desenvolvimento da planta no início da temporada e prolongar seu período de maturação. Durante os picos de calor intenso, algumas janelas da estufa foram estrategicamente pintadas de branco para criar sombra, protegendo as folhas da intensidade solar excessiva. As temperaturas internas podiam chegar a 40°C em dias quentes, exigindo uma irrigação diária de impressionantes 590 litros de água, o equivalente a cerca de três banheiras cheias.
Crescimento Fenomenal e Ambições Futuras
A taxa de crescimento dessas abóboras gigantes é verdadeiramente notável: Paton explica que leva apenas 120 dias para um exemplar passar do tamanho de uma bola de golfe à sua dimensão final, ganhando até 32 kg por dia. Com o sucesso desta safra, ele já colheu 2.600 sementes da abóbora recordista, que oferecem novas oportunidades para o futuro. Motivados pelo feito, Paton expressa o desejo de continuar aprimorando suas técnicas, mirando a ambiciosa meta de cultivar uma abóbora que atinja cerca de 1.361 kg no próximo ano.
Legado de Gigantes e Exibição Pública
Este novo marco se insere em uma série de recordes recentes no mundo das abóboras gigantes. Em 2023, Ian Paton e seu irmão Stuart já haviam sido os primeiros britânicos a conquistar o título mundial com um exemplar de 1.278,8 kg – que, embora superado em peso, ainda detém o recorde de maior circunferência, com impressionantes 649,8 cm. Antes deles, o estadunidense Travis Gienger havia estabelecido o recorde em 2023 com uma abóbora de 1.246,9 kg. O público terá a oportunidade de admirar a atual abóbora recordista, que estará em exposição na Sunnyfields Farm, próxima a Southampton, em Hampshire, até o final de outubro.
A conquista de Ian Paton não é apenas um feito pessoal, mas um testemunho da dedicação, inovação e paixão que impulsionam o mundo do cultivo de vegetais gigantes. Ao superar as barreiras climáticas e logísticas com engenhosidade, ele não só reescreveu o livro dos recordes, mas também inspirou a comunidade global de cultivadores a buscar novos limites, solidificando o Reino Unido como um epicentro para a agricultura de proporções monumentais.

