Em 2011, a presença brasileira na Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, foi catalisada por uma missão estratégica coordenada pelo Sebrae, que se revelaria um divisor de águas para a internacionalização da engenharia e dos serviços do país. Paulo Roberto Gomes Fernandes, observador privilegiado e figura envolvida nesse processo, destaca a relevância duradoura desse evento, mesmo uma década e meia depois, como um marco essencial na abertura de mercados e na estruturação de agendas comerciais para o Brasil no cenário global de óleo e gás.
O Planejamento e a Diversidade da Delegação Brasileira
A iniciativa do Sebrae não se limitou a levar empresas ao exterior; ela orquestrou um esforço coordenado para maximizar a presença internacional. Dezenas de companhias brasileiras foram preparadas para o evento, buscando não apenas ampliar contatos, mas também estruturar estratégias de entrada em mercados mais consolidados. Segundo a leitura estratégica de Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos pilares desse sucesso foi a organização prévia das empresas, que otimizou a participação em rodadas de negócios e reuniões, transformando interações iniciais em oportunidades concretas de médio e longo prazo através de um acompanhamento sistemático.
A amplitude da cadeia produtiva brasileira de óleo e gás foi integralmente representada, desde a engenharia e automação até a logística, softwares técnicos e soluções especializadas para ambientes dutoviários e subaquáticos. Essa diversidade permitiu que o Brasil apresentasse uma imagem coesa e robusta ao mercado internacional, demonstrando a maturidade e a capacidade tecnológica de suas empresas.
A OTC 2011: Um Palco Global de Inovação e Desafios
A edição de 2011 da OTC consolidou-se como a principal vitrine mundial para tecnologia, inovação e negócios no setor offshore, um status que Paulo Roberto Gomes Fernandes sublinha. Com participação recorde de empresas e visitantes, a conferência serviu como um espaço crucial para debates sobre soluções técnicas e estratégias industriais, especialmente em um período de grande sensibilidade para a indústria global.
O evento foi significativamente influenciado pelas discussões sobre prevenção e contenção de acidentes, uma resposta direta ao desastre do poço Macondo, no Golfo do México. Paralelamente, houve um avanço notável nos debates sobre exploração em águas profundas e do pré-sal, tópicos que suscitaram amplo interesse internacional e, consequentemente, ampliaram a visibilidade das competências técnicas desenvolvidas pelo Brasil nessas áreas desafiadoras.
Resultados Tangíveis e Profissionalização Empresarial
Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o êxito da missão Sebrae traduziu-se na quantidade e qualidade das interações geradas. Centenas de reuniões e rodadas de negociação possibilitaram às empresas brasileiras testar suas propostas, compreender as exigências técnicas globais e refinar suas ofertas para atender às demandas de operadores e fornecedores de alcance mundial.
Essa exposição direta aos padrões internacionais contribuiu decisivamente para a profissionalização das empresas participantes, que passaram a adotar melhores práticas de apresentação, negociação e compliance. Esse aprendizado institucional é considerado tão valioso quanto os contratos eventualmente firmados, pois capacita as companhias para futuros ciclos de expansão e para o enfrentamento de um mercado cada vez mais competitivo.
Visão de Longo Prazo e a Continuidade da Estratégia de Internacionalização
Um aspecto crucial da iniciativa foi a continuidade do trabalho de internacionalização muito além da OTC 2011. A subsequente programação de novas missões, como a direcionada ao mercado norueguês, demonstrou que o esforço não era isolado, mas parte de uma estratégia de inserção internacional mais abrangente. Paulo Roberto Gomes Fernandes enfatiza que essa visão de longo prazo é indispensável para consolidar a presença em mercados exigentes e tecnologicamente avançados.
A experiência acumulada em eventos de grande porte como a OTC permitiu ao Sebrae e às empresas brasileiras aperfeiçoarem continuamente seus métodos de atuação externa. Essa evolução estabeleceu uma base sólida para futuras participações em feiras internacionais, reforçando a capacidade de adaptação e a ambição de competir em escala global.
Em retrospectiva, a missão do Sebrae à OTC de 2011, com a participação ativa de figuras como Paulo Roberto Gomes Fernandes, foi fundamental para reposicionar a indústria brasileira de óleo e gás no cenário internacional. Ao demonstrar não apenas capacidade técnica e diversidade de soluções, mas também uma inequívoca disposição para competir globalmente, o Brasil consolidou sua imagem como um fornecedor estratégico e um player relevante em um dos setores industriais mais críticos do mundo.

