A Polícia Civil de Barrinha, interior de São Paulo, confirmou a apreensão de um adolescente de 17 anos suspeito de ser o responsável por um atropelamento que resultou na morte de um homem de 65 anos e, posteriormente, fugir do local sem prestar socorro. O jovem foi encaminhado à Fundação Casa, onde permanecerá internado provisoriamente por um período de até 45 dias, enfrentando as acusações de homicídio culposo, que se caracteriza pela ausência de intenção de matar.

O Incidente Trágico na Avenida Costa e Silva

O fatídico evento ocorreu na noite de 15 de janeiro, por volta das 21h, na Avenida Costa e Silva, localizada no Jardim Paulista. A vítima, José Carlos Pim, de 65 anos, atravessava a via a poucos metros de sua residência, quando foi atingida fatalmente por um automóvel. O condutor do veículo, conforme os relatos iniciais e a investigação posterior, evadiu-se imediatamente do local, deixando o homem ferido sem qualquer assistência.

A Perspicaz Investigação e a Identificação do Veículo

Embora as câmeras de segurança da região não tivessem registrado o momento exato do impacto, a análise minuciosa das gravações revelou a passagem de um veículo instantes antes do atropelamento. Cruzando essa informação com outros dados coletados, os investigadores da Polícia Civil foram capazes de direcionar suas atenções a uma residência no bairro Colorado I. Lá, foi encontrado um Volkswagen Gol que apresentava danos evidentes no para-brisa e na lataria, características compatíveis com o acidente. O carro foi prontamente apreendido para ser submetido à perícia, peça chave na elucidação dos fatos.

O Depoimento e a Tentativa de Ocultação de Provas

Durante as diligências, dois adolescentes foram inicialmente identificados como suspeitos de terem utilizado o carro envolvido no atropelamento e foram levados à delegacia acompanhados de seus responsáveis. Um deles, apontado como o motorista – mesmo sem possuir idade legal ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional na presença de um advogado. Contudo, o passageiro do veículo colaborou com as autoridades, detalhando a dinâmica do ocorrido.

Segundo o relato do passageiro à delegada Giovanna Scudellari, chovia no dia do acidente, e devido às condições climáticas de visibilidade prejudicada, eles não teriam visto a vítima a tempo de evitar a colisão. Após o impacto, tomados pelo pânico e cientes de sua menoridade, decidiram fugir do local. Posteriormente, os jovens teriam tentado ocultar as provas do crime, planejando consertar os danos do veículo – incluindo para-brisa, capô e para-choque – sem que seus pais soubessem, para assim esconder o carro e os vestígios do ocorrido.

Desdobramentos e as Próximas Etapas Legais

Com a apreensão do adolescente apontado como condutor, a investigação prossegue para consolidar as provas e detalhar as circunstâncias do atropelamento fatal. A internação provisória na Fundação Casa visa garantir a apuração dos fatos enquanto se aguardam os procedimentos legais subsequentes. O caso ressalta a importância da responsabilidade no trânsito e as graves consequências da omissão de socorro, especialmente quando há vidas envolvidas. A comunidade de Barrinha aguarda o desfecho do processo, buscando justiça para José Carlos Pim.

Fonte: https://g1.globo.com

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