O atletismo brasileiro projeta um futuro promissor nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Wlamir Motta Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), expressou otimismo em relação ao desempenho da modalidade, que é a segunda com mais pódios olímpicos para o país, atrás apenas do judô. A expectativa é superar marcas históricas e consolidar o Brasil como uma força no cenário mundial.
Campos, em entrevista à TV Brasil, assumiu a responsabilidade pela ousada meta: a conquista de “três a quatro medalhas”. Esse objetivo ambicioso visa não apenas um aumento no número de pódios, mas também uma contribuição significativa para o Time Brasil, elevando o patamar do esporte nacional em uma das competições mais importantes do atletismo global.
Ambições para Los Angeles 2028: Quebrando Barreiras Históricas
Atingir o patamar mínimo de três medalhas em Los Angeles 2028 representaria o melhor desempenho do atletismo brasileiro em uma única edição de Jogos Olímpicos, igualando o feito de Pequim 2008. Naquela ocasião, o Brasil garantiu três pódios: o ouro de Maureen Maggi no salto em distância e dois bronzes nos revezamentos 4×100 metros masculino e feminino. Contudo, é importante ressaltar que os bronzes dos revezamentos só foram confirmados anos depois, devido à desclassificação de equipes por doping, com a premiação de Maureen sendo a única recebida durante os próprios Jogos.
As Estrelas que Conduzirão a Busca por Medalhas
A confiança do presidente da CBAt é fundamentada na força de uma geração de atletas já consolidados e em ascensão. Entre os nomes que se destacam está Caio Bonfim, referência na marcha atlética, que chegará em Los Angeles com grande experiência, incluindo uma prata em Paris 2024 e o título mundial de 2023 nos 20km. Alison dos Santos, o 'Piu', bicampeão olímpico de bronze nos 400 metros com barreiras e campeão mundial, é apontado como um dos protagonistas para quem a edição de 2028 poderá ser a 'sua Olimpíada'.
Além deles, a modalidade também conta com Juliana Campos, finalista em Mundiais no salto com vara e em notável evolução, e Luiz Maurício, jovem lançador de dardo de 26 anos que alcançou a segunda melhor marca mundial no ano anterior. A expectativa é que Maurício atinja o ápice de sua performance em Los Angeles, consolidando o potencial do atletismo brasileiro em diversas provas.
Brasília Recebe o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes
Antes de Los Angeles, o atletismo brasileiro tem um compromisso de grande relevância internacional. Em 12 de abril, Brasília será palco do Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes de 2026. A capital federal, que é a casa do medalhista Caio Bonfim, será o cenário para este evento que reunirá atletas de elite de todo o mundo. A realização deste Mundial é vista como uma importante vitrine e um teste para a capacidade organizacional do Brasil.
O evento contará com seis disputas e a introdução de novas distâncias, conforme as atualizações da World Athletics. As maratonas masculina e feminina, com 42,2 quilômetros, abrirão o cronograma, substituindo a antiga prova de 35 quilômetros. As provas sub-20 terão 10 quilômetros, e o destaque fica para a meia-maratona (21,1 quilômetros), que substituirá a prova de 20 quilômetros e será a distância olímpica da marcha atlética em Los Angeles 2028. Os percursos serão montados na Esplanada dos Ministérios, com largada e chegada em frente à Catedral, prometendo um cenário icônico para as competições.
Wlamir Motta Campos destacou o apoio do Governo Federal e dos patrocinadores, Caixa e Loterias Caixa, para a organização do 'melhor Mundial de Marcha Atlética de todos os tempos'. Para Caio Bonfim, a competição em casa representa uma vantagem considerável, com o apoio da torcida e sua familiaridade com o clima de Brasília, fator que pode ser um desafio para os competidores estrangeiros. Bonfim demonstrou sua preparação exemplar, realizando um evento-teste no percurso e quebrando o recorde brasileiro no Campeonato Japonês de Marcha Atlética em fevereiro, um dos torneios nacionais mais fortes do mundo.
O Legado e o Futuro: Além de 2028
A visão da CBAt transcende as medalhas em 2028. O Brasil demonstrou seu interesse em sediar o Campeonato Mundial de Corrida de Rua no mesmo ano, um evento que acontece anualmente desde 2023. Essa candidatura reflete o compromisso da Confederação em promover o atletismo nacionalmente e internacionalmente, não apenas através dos resultados de seus atletas, mas também pela organização de grandes eventos que impulsionam a modalidade e inspiram novas gerações.
As ações estratégicas da CBAt, desde o planejamento técnico para Los Angeles até a busca por eventos de grande porte em solo brasileiro, indicam um período de intensa atividade e expectativa para o atletismo nacional, visando consolidar um legado de excelência e crescimento contínuo.
Conclusão: Um Horizonte de Ouro para o Atletismo Brasileiro
Com a ambição declarada de conquistar um número recorde de medalhas em Los Angeles 2028 e a realização de eventos de peso como o Mundial de Marcha Atlética em Brasília, o atletismo brasileiro vive um momento de grande efervescência. A combinação de talentos consolidados e emergentes, o planejamento estratégico da Confederação e o suporte governamental e de patrocinadores criam um cenário propício para que a modalidade não apenas atinja, mas possivelmente supere as altas expectativas. A jornada rumo a 2028 promete ser repleta de dedicação, superação e a busca por um lugar ainda mais proeminente no panteão olímpico mundial.

