O cenário do mercado de trabalho brasileiro encerrou o ano de 2025 com dados animadores, revelando um panorama de forte recuperação e otimismo. A taxa de desocupação do país atingiu o patamar de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, configurando o menor índice já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Além do recorde trimestral, o consolidado anual também celebrou uma marca histórica, com a taxa média de desemprego fixando-se em 5,6% em 2025, o que sinaliza uma robusta geração de oportunidades e melhoria nas condições laborais.
Recordes de Ocupação e Rendimentos Impulsionam o Cenário Nacional
A melhoria do mercado de trabalho não se limitou à queda do desemprego. O país registrou um número expressivo de pessoas ocupadas, alcançando a marca de 103 milhões de trabalhadores. Paralelamente, a renda média mensal do trabalhador brasileiro atingiu seu maior valor histórico em 2025, chegando a R$ 3.560. Esse valor representa um aumento de 5,7% em comparação com o ano anterior, totalizando um acréscimo de R$ 192 na remuneração média, evidenciando um crescimento não apenas na quantidade de empregos, mas também na qualidade e poder de compra da população ativa.
Formalização do Emprego Atinge Patamares Sem Precedentes
Um dos pilares dessa recuperação do mercado foi o avanço da formalização. O número de trabalhadores com carteira assinada alcançou o maior patamar já registrado, somando 38,9 milhões de pessoas em 2025. Esse dado representa uma expansão de 1 milhão de postos de trabalho formais em relação ao ano anterior, reforçando a segurança e os benefícios associados ao emprego regulamentado. A criação de empregos formais foi amplamente impulsionada, com o Brasil gerando 1,279 milhão de postos de trabalho ao longo do ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Fontes e Metodologias: A Análise Detalhada dos Indicadores
Os dados que sustentam esses recordes foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cada um com suas particularidades metodológicas que oferecem uma visão abrangente do panorama laboral.
A Abrangência da Pnad Contínua
A Pnad Contínua, conduzida pelo IBGE, investiga o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, contemplando todas as formas de ocupação, sejam elas com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado ativamente uma vaga nos 30 dias que antecederam a pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios em todas as unidades federativas e no Distrito Federal, proporcionando uma fotografia detalhada e representativa da força de trabalho. Em perspectiva histórica, a taxa máxima de desocupação na série da Pnad, iniciada em 2012, foi de 14,9%, observada nos trimestres móveis de setembro de 2020 e março de 2021, em pleno auge da pandemia de COVID-19.
A Contribuição do Caged para o Emprego Formal
Complementarmente à Pnad, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foca exclusivamente no cenário dos empregos com carteira assinada. Embora dezembro de 2025 tenha apresentado um saldo negativo de 618 mil vagas formais, um movimento comum para o último mês do ano devido a desligamentos sazonais, o balanço consolidado de 2025 foi extremamente positivo, registrando a criação de quase 1,28 milhão de novos postos de trabalho formais. Ambos os indicadores, com suas metodologias distintas, convergem para a mesma conclusão: o mercado de trabalho brasileiro experimentou um ano de crescimento e revitalização sem precedentes em 2025.
Os resultados divulgados pelo IBGE e MTE desenham um cenário de expressiva melhora no mercado de trabalho brasileiro. A combinação de uma taxa de desemprego em mínimos históricos, o aumento do número de ocupados e de postos formais, além do crescimento da renda média, reflete um momento econômico favorável e um ambiente mais promissor para trabalhadores em todo o país. Esses marcos históricos reforçam a resiliência da economia nacional e apontam para a consolidação de um futuro com mais estabilidade e oportunidades.

