O futebol brasileiro e mundial se despede de Hércules Brito Ruas, o Brito, um dos mais lendários zagueiros da história. O tricampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, no México, faleceu nesta quinta-feira (11) no Rio de Janeiro, aos 86 anos. A notícia foi confirmada nas redes sociais oficiais do ex-atleta, que estava internado há pouco mais de uma semana, enfrentando um quadro de pneumonia.
Brito eternizou seu nome como um dos pilares defensivos daquela que é considerada por muitos a maior seleção de todos os tempos, além de ter construído uma carreira notável defendendo as cores do Vasco da Gama, seu clube de coração.
O Pilar da Defesa Tricampeã no México
A imagem de Brito está indelével na memória dos amantes do futebol como um dos onze imortais que ergueram a Taça Jules Rimet em 1970. Sua participação foi fundamental e irretocável, sendo titular em todas as partidas da campanha vitoriosa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México.
Ao lado do volante Piazza, que atuava improvisado na zaga, Brito formou uma dupla de defesa sólida e impenetrável que culminou na histórica vitória por 4 a 1 sobre a Itália na grande final, disputada no Estádio Azteca. A escalação completa daquela equipe inesquecível contava com Félix no gol; Carlos Alberto e Everaldo nas laterais; Clodoaldo, Rivellino e Gerson no meio-campo; e o trio de ataque avassalador formado por Jairzinho, Pelé e Tostão, sob a batuta do técnico Zagallo.
Trajetória Cruzmaltina: Da Base à Glória
Antes de brilhar intensamente com a camisa amarela, Brito trilhou um caminho de dedicação e sucesso no Vasco da Gama. Torcedor declarado do clube desde o berço, foi revelado nas categorias de base de São Januário. Após um breve período de empréstimo ao Internacional, o zagueiro assumiu a titularidade em 1960, encarando o desafio de substituir ninguém menos que Bellini, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira.
Sua lealdade ao Vasco se manifestou em duas passagens memoráveis, entre 1957 e de 1959 a 1969, totalizando impressionantes 405 jogos e 11 gols. Com o clube cruzmaltino, Brito conquistou títulos importantes, como o Torneio de Paris em 1957 e o Torneio Rio-São Paulo em 1966, consolidando-se como um dos maiores ídolos da história vascaína.
Um Legado de Luta e Reconhecimento
A estatura física e a performance impecável de Brito em campo naturalmente o levaram a defender as cores da Seleção Brasileira em duas edições da Copa do Mundo: em 1966, na Inglaterra, e na vitoriosa campanha de 1970. Seu estilo de jogo, força e liderança o tornaram um nome respeitado em todo o cenário futebolístico.
Em reconhecimento à sua grandiosa contribuição, o Vasco da Gama prestou uma emotiva homenagem em suas redes sociais, destacando a perda de um de seus maiores defensores. A nota do clube exaltou não apenas o atleta campeão, mas também o 'vascaíno de berço' que personificava a paixão pelo Gigante da Colina, garantindo que seu nome permanecerá gravado na memória dos torcedores e na história do futebol.
Brito deixa um legado de garra, talento e profissionalismo, um verdadeiro exemplo de zagueiro que brilhou intensamente nos palcos mais importantes do futebol mundial e deixou saudades eternas em todos que acompanharam sua trajetória.
