A cidade de Franca, no interior de São Paulo, foi palco de um incidente chocante que mobilizou autoridades e a rede de proteção social. Imagens de câmeras de segurança revelaram o momento em que uma mãe agredia sua filha em pleno calçadão central, desencadeando uma rápida e rigorosa investigação. O caso, que expôs a vulnerabilidade da família, culminou com a Polícia Civil iniciando a coleta de depoimentos, incluindo a fundamental escuta especializada da criança, visando a total elucidação dos fatos e a garantia de sua segurança.

O Incidente Público e a Repercussão das Imagens

O episódio de agressão veio à tona na tarde de uma quinta-feira (22), quando vídeos de segurança flagraram a sequência de atos violentos na Rua Marechal Deodoro, coração de Franca. As imagens mostram a mulher, vestindo um casaco e mochila rosa, na companhia de duas crianças. Em um dado momento, ela retira a mochila e a arremessa contra uma das meninas, que cai ao chão. Pouco depois, enquanto a criança se reaproxima, a mãe desfere um tapa na cabeça da filha, que novamente tomba e chora. Transeuntes foram testemunhas da cena, com uma mulher chegando a intervir, aproximando-se da agressora, o que ressalta a visibilidade e o impacto público do ocorrido.

Ação Policial e a Importância da Escuta Especializada

Diante da gravidade das imagens e da ampla repercussão, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca assumiu imediatamente a frente da investigação por suspeita de maus-tratos. As equipes da DDM agiram prontamente para identificar e localizar todos os envolvidos, incluindo a mãe, a criança agredida e uma testemunha que presenciou o incidente. Um dos pilares da investigação é a escuta especializada da criança, um procedimento delicado e humanizado, conduzido por profissionais treinados. Este método permite que a vítima relate os acontecimentos em um ambiente acolhedor e seguro, crucial para a coleta de informações precisas sem revitimização, ao mesmo tempo em que oferece suporte imediato e proteção.

Vulnerabilidade Familiar e Acompanhamento Social Contínuo

O caso revelou que a família já era alvo de atenção por parte da rede de proteção social de Franca. Em declaração, o Conselho Tutelar informou que a mulher envolvida nas agressões é mãe das duas crianças e possuía um histórico de vulnerabilidade, recebendo atendimento contínuo de serviços da Assistência Social e da rede de saúde municipal. O acompanhamento se estendia a diversos aspectos da vida familiar. Recentemente, devido a uma mudança de endereço da família, o caso estava em processo de formalização para continuidade junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) responsável pelo novo território, evidenciando um esforço prévio das autoridades sociais em oferecer suporte e monitoramento.

Próximos Passos da Investigação e Medidas de Proteção

A investigação prossegue intensamente na unidade especializada da Polícia Civil, com o objetivo de compilar todas as provas e esclarecer integralmente os fatos. Além dos depoimentos já colhidos, foram determinadas medidas para verificar a existência de lesões na criança e reunir quaisquer outros elementos que possam contribuir para a apuração. A prioridade é garantir a segurança e o bem-estar da menina, enquanto as autoridades buscam determinar a responsabilidade e aplicar as medidas cabíveis. Este processo envolve uma coordenação contínua entre a polícia, o Conselho Tutelar e os órgãos de assistência social para assegurar uma proteção abrangente e duradoura à criança.

Fonte: https://g1.globo.com

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