O Oriente Médio presenciou uma grave escalada de tensões na manhã deste sábado (28), quando forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram um ataque coordenado de grande escala contra o Irã. Explosões foram reportadas em diversas cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, desencadeando uma imediata e contundente retaliação por parte do Irã, que direcionou mísseis contra alvos em Israel e bases americanas estratégicas na região. Este ciclo de agressão mútua reacende temores de um conflito ainda mais amplo, com implicações para a segurança global.

A Ofensiva Coordenada Contra Território Iraniano

Os ataques liderados por Washington e Tel Aviv tiveram como alvo pontos cruciais do território iraniano. Em Teerã, a capital, mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações supostamente utilizadas pelo líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, conforme informações de agências de notícias. Relatos iniciais de autoridades israelenses indicaram que o próprio Aiatolá Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos primários, embora os resultados dessas operações não tivessem sido imediatamente confirmados. A agência Reuters, por sua vez, noticiou que Khamenei não se encontrava em Teerã no momento dos ataques, enquanto a agência estatal iraniana IRNA assegurou que o presidente Pezeshkian estava em segurança.

Além da capital, explosões foram ouvidas em outras quatro importantes cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, dispersas em diferentes regiões do país, de acordo com a agência estatal iraniana Fars. A gravidade da situação levou ao fechamento do espaço aéreo iraniano. Tragicamente, agências iranianas reportaram a morte de 40 estudantes de uma escola feminina no sul do Irã durante os bombardeios. O exército israelense, por sua parte, reivindicou ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis, em sua operação.

A Resposta Enérgica do Irã e o Alcance Regional

A retaliação iraniana foi imediata e de grande escala. O Irã lançou uma série de mísseis e drones em direção ao território israelense, ativando sirenes de alerta em diversas localidades. A dimensão da resposta iraniana não se limitou a Israel, estendendo-se a países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Explosões foram registradas no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, demonstrando a ampla capacidade de alcance dos armamentos iranianos.

Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades confirmaram a interceptação de vários mísseis iranianos, mas não sem consequências. Um incidente lamentável resultou na morte de uma pessoa na capital, Abu Dhabi. Testemunhas também relataram ter ouvido uma explosão em Dubai, sublinhando a gravidade e o risco generalizado dos ataques, que transformaram a região em um palco de confronto direto e perigoso.

Conflito Recorrente: Um Histórico de Tensão entre EUA, Israel e Irã

Os recentes acontecimentos inserem-se em um contexto de hostilidade e confrontos recorrentes na região. Este é, notavelmente, o segundo ataque dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano, conforme os registros. Em junho de 2025 – uma data que, contextualizada, descreve uma operação anterior – uma ação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. Essa operação prévia foi realizada em apoio a Israel, que à época estava engajado em um conflito contra o Irã. A recorrência desses ataques e contra-ataques sublinha a profundidade da rivalidade e a complexidade das alianças e inimizades que moldam a geopolítica do Oriente Médio, elevando a preocupação internacional sobre a estabilidade da região.

A escalada atual demonstra a volatilidade de uma região já marcada por conflitos. A comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos passos de todas as partes envolvidas, em busca de uma desescalada que evite a deterioração ainda maior da segurança e a propagação do confronto para além das fronteiras já atingidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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