O penúltimo confronto da Copa do Mundo de 2026, válido pela disputa do terceiro lugar, transformou-se em um espetáculo inesquecível de dez gols, superando as expectativas e reescrevendo recordes. Em um duelo eletrizante disputado em Miami, a Inglaterra emergiu vitoriosa sobre a França com um placar de 6 a 4, garantindo o bronze em uma partida que entrou para a história como a mais prolífica da categoria. Além do drama coletivo, a partida foi palco de um feito individual monumental, com Kylian Mbappé isolando-se como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
Um Confronto de Dez Gols que Quebrou Recordes
Longe de ser uma mera formalidade, a disputa pelo terceiro lugar entre Inglaterra e França se desenrolou como um verdadeiro pandemônio de gols, proporcionando entretenimento de ponta, especialmente na etapa final. Os dez tentos assinalados no jogo estabeleceram um novo marco, superando o recorde anterior de nove gols registrado na vitória da França sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia. O público presente em Miami testemunhou uma partida que combinou um domínio inicial avassalador com uma reação dramática, culminando em um resultado que solidifica seu lugar nos anais dos Mundiais.
Mbappé Reage e Se Torna o Maior Goleador da História das Copas
Mesmo com a derrota de sua seleção, o atacante francês Kylian Mbappé foi, sem dúvida, um dos grandes protagonistas do dia. Com os dois gols marcados neste sábado, o camisa 10 chegou à impressionante marca de 22 tentos em suas três participações em Mundiais, superando Lionel Messi, que ostentava 21. Mbappé consolidou-se na artilharia desta edição da Copa com dez gols, demonstrando seu faro apurado. A quebra do recorde coloca-o em uma posição de destaque na história do futebol mundial, embora Messi ainda tivesse a chance de tentar reassumir o posto na final contra a Espanha.
Estratégias e Alterações Táticas para o Terceiro Lugar
Tradicionalmente, a disputa de terceiro lugar oferece uma oportunidade para técnicos testarem novas formações ou darem minutos a jogadores menos utilizados. Ambas as seleções, de fato, entraram em campo significativamente modificadas em relação às semifinais, com sete alterações cada. Pelo lado francês, o técnico Didier Deschamps promoveu a entrada de Maxence Lacroix na zaga devido à lesão de Willian Saliba, mantendo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e, claro, Mbappé, focado na artilharia, dos titulares que perderam para a Espanha.
Já a Inglaterra, comandada por Thomas Tuchel, manteve Marc Guehi, Djed Spence, Declan Rice e Morgan Rogers de sua formação que foi derrotada pela Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu suspensão, retornou ao time na vaga de John Stones, e Dean Henderson assumiu a meta no lugar de Jordan Pickford. Essas mudanças visavam não apenas dar rodagem, mas também buscar uma vitória para encerrar a campanha com uma medalha.
O Domínio Inglês e a Goleada no Primeiro Tempo
Apesar das alterações, a Inglaterra demonstrou maior ímpeto desde o apito inicial e aproveitou a proposta de jogo para construir uma vantagem confortável ainda na primeira etapa. Com apenas dois minutos, Desiré Doué errou um passe no meio-campo, permitindo que Declan Rice avançasse sem marcação e abrisse o placar com um chute certeiro no canto esquerdo. A superioridade inglesa foi confirmada aos 17 minutos, quando Ezri Konsa, de cabeça, ampliou após cobrança de escanteio de Rice. Aos 20 minutos, em uma jogada rápida, Marcus Rashford invadiu a área, e após um rebote, Bukayo Saka completou para o gol. O próprio Saka, aos 45 minutos, recebeu de Eberechi Eze e chutou no canto, transformando o placar em uma goleada de 4 a 0 antes do intervalo, sugerindo que o recorde de 1994 (Suécia 4×0 Bulgária) poderia ser ameaçado.
A Resposta Francesa e um Segundo Tempo Espetacular
Com a necessidade de uma reação, a França retornou do intervalo com quatro substituições, incluindo a entrada de Dayot Upamecano. A mudança surtiu efeito quase que instantaneamente. Aos dois minutos da etapa complementar, Upamecano desarmou no campo de ataque, Olise lançou Mbappé nas costas da defesa inglesa, e o craque francês diminuiu a diferença com um chute cruzado. Pouco depois, aos seis minutos, Mbappé novamente participou da jogada, lançando Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson, colocando a França de volta na briga e deixando o placar em 4 a 2. A pressão dos Bleus continuou intensa, acuando a Inglaterra e criando um cenário de quase empate que manteve os torcedores em Miami de pé até o apito final, mas os ingleses conseguiram segurar a vantagem, garantindo uma vitória histórica por 6 a 4.
Conclusão: Um Pódio Inesquecível e Legados Definidos
A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, entre Inglaterra e França, transcendeu a mera disputa por uma medalha. Foi uma partida que demonstrou a imprevisibilidade e o brilho do futebol, culminando em um recorde de gols que dificilmente será batido. A Inglaterra celebrou um pódio merecido após uma campanha sólida, enquanto a França, apesar da derrota, viu seu principal astro, Kylian Mbappé, gravar seu nome na história como o maior artilheiro de todos os tempos das Copas. O confronto em Miami proporcionou um encerramento vibrante para as seleções que, embora não chegassem à final, deixaram sua marca de forma memorável.

