A fuga de Maiky França, principal suspeito do assassinato do empresário Alisson Wagner Nascimento, desencadeou uma nova onda de consternação e indignação. O detento evadiu-se do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, no litoral paulista, na última quinta-feira (11), menos de um ano após ser preso. A notícia gerou imediata revolta, especialmente por parte de Maria Izabel Nascimento, mãe da vítima, que expressou sua profunda tristeza e frustração com a aparente facilidade da fuga. Para ela, a evasão do homem que tirou a vida de seu filho representa um golpe na busca por justiça, reacendendo o trauma e a sensação de impunidade. O caso coloca em xeque a segurança das unidades prisionais e a eficácia do sistema em manter em custódia indivíduos de alta periculosidade.

A dor da mãe e a busca por justiça

O crime que chocou a região

O trágico episódio que culminou na morte de Alisson Wagner Nascimento, de 29 anos, ocorreu em junho de 2023. O jovem empresário celebrava seu aniversário em um rancho situado na divisa entre Rifaina, em São Paulo, e Sacramento, em Minas Gerais, quando foi alvo de uma brutal execução. Segundo relatos de testemunhas, Alisson foi atingido por oito disparos de arma de fogo após uma discussão acalorada com Maiky França, de 35 anos. O motivo do desentendimento, conforme apurado pelas investigações iniciais, estaria relacionado a uma mulher, transformando uma festa de celebração em uma cena de horror e luto. A violência do crime e o fato de ter ocorrido em um momento de festividade chocaram a comunidade e os familiares, que viram a vida de Alisson ser interrompida de forma abrupta e cruel.

A incansável luta pela prisão inicial

Desde o assassinato de seu filho, Maria Izabel Nascimento iniciou uma verdadeira cruzada por justiça. Desiludida com a lentidão das investigações e a falta de resultados imediatos, a mãe decidiu tomar as rédeas da situação, contratando um investigador particular. Com determinação e recursos próprios, ela buscou ativamente informações que pudessem levar ao paradeiro de Maiky França, que estava foragido desde o crime. As pistas e dados levantados pelo investigador contratado foram cruciais e posteriormente entregues às autoridades policiais. Graças a esse esforço incansável, Maiky França foi finalmente localizado e preso em fevereiro deste ano na cidade de Ilhabela, também em São Paulo, onde vivia escondido. Maria Izabel, ciente da periculosidade do suspeito, fez um alerta explícito às polícias no momento da prisão. “Falei para as polícias que ele era um assassino perigoso. Pedi tanto para não deixarem ele de qualquer jeito, que eu sabia que ele era perigoso”, relembrou, em um desabafo emocionado, lamentando que seus apelos não tenham sido suficientes para evitar a subsequente fuga.

A fuga do CDP de Caraguatatuba e as medidas tomadas

Detalhes da surpreendente evasão

A fuga de Maiky França do Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba, ocorrida na manhã de quinta-feira (11), foi registrada por câmeras de segurança e revelou uma surpreendente facilidade na execução. O detento, que desempenhava funções de trabalho interno na unidade prisional, utilizou-se de uma pequena passagem geralmente destinada ao recebimento de mercadorias e alimentos enviados por familiares aos presos. As imagens mostram Maiky com calma, antes de iniciar a evasão, trocando de roupa para possivelmente dificultar sua identificação externa. Em seguida, ele passa pela abertura de forma rápida, completando toda a ação em menos de dois minutos. A Associação dos Guardas de Presídio da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo destacou a inadequação e a vulnerabilidade dessas aberturas, que deveriam ser mais seguras para evitar incidentes como este. A aparente simplicidade com que a fuga foi executada levantou questionamentos sérios sobre os protocolos de segurança e a supervisão dentro da unidade prisional, especialmente para detentos considerados perigosos.

Resposta das autoridades e impactos na segurança

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo agiu rapidamente após a constatação da fuga. A pasta informou que foi instaurado um procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias exatas da ocorrência e identificar as responsabilidades envolvidas. Imediatamente após o incidente, a Polícia Militar foi acionada para iniciar as buscas pelo foragido, e policiais penais também foram mobilizados na operação de recaptura. Em uma medida drástica e que demonstra a gravidade do evento, ainda na noite de quinta-feira, o Chefe de Departamento do Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba foi exonerado de seu cargo. A Polícia Penal do Estado de São Paulo confirmou a exoneração e, já na sexta-feira (12), anunciou a designação de um novo chefe de departamento para assumir a gestão definitiva do estabelecimento penal. Essas ações visam restaurar a ordem e a confiança na segurança da unidade, mas a fuga de Maiky França reabre o debate sobre a eficiência do sistema prisional e a segurança pública em todo o estado.

Repercussões e o clamor por justiça

A evasão de Maiky França do CDP de Caraguatatuba não é apenas um incidente isolado de segurança prisional; ela ecoa profundamente na vida daqueles que foram diretamente afetados pelo crime que ele é suspeito de cometer. A mãe de Alisson Wagner Nascimento, que tanto batalhou pela prisão inicial, agora se vê diante de um cenário de desamparo e indignação, reforçando a sensação de impunidade que muitas famílias de vítimas enfrentam. O caso exige uma investigação rigorosa não apenas sobre o paradeiro do foragido, mas também sobre as falhas sistêmicas que permitiram que um detento acusado de homicídio pudesse escapar com tanta facilidade de uma unidade de custódia. A recaptura de Maiky França é urgente para trazer paz à família da vítima e para reafirmar a confiança da sociedade na capacidade do Estado de garantir a segurança e a justiça.

Perguntas frequentes

1. Quem é Maiky França e qual crime ele é suspeito?
Maiky França é o principal suspeito de ter assassinado a tiros o empresário Alisson Wagner Nascimento, de 29 anos, em junho de 2023. O crime ocorreu durante a festa de aniversário de Alisson, em um rancho entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), após uma discussão.

2. Como ocorreu a fuga do Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba?
Maiky França, que trabalhava internamente no CDP de Caraguatatuba, utilizou uma pequena passagem destinada ao recebimento de mercadorias para fugir. Imagens de segurança mostram-no trocando de roupa e escapando em menos de dois minutos pela abertura.

3. Quais medidas foram tomadas pelas autoridades após a fuga?
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) instaurou um procedimento para apurar as responsabilidades pela fuga. A Polícia Militar foi acionada para buscas, e o Chefe de Departamento do CDP de Caraguatatuba foi exonerado do cargo, sendo substituído por um novo gestor.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste caso e a segurança pública em nossa região, acompanhando as notícias e contribuindo para a conscientização sobre a importância da justiça.

Fonte: https://g1.globo.com

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