A cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tem vivenciado um início de fevereiro marcado por um volume de chuvas excepcional. Em apenas dez dias, o município já registrou <b>84% da precipitação total esperada para todo o mês</b>, acumulando 149 milímetros contra uma média de 177 milímetros para o período. Este cenário de intensos temporais, que provoca transtornos e eleva o risco de alagamentos, é um reflexo da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um fenômeno meteorológico persistente na região.
Acúmulo Hídrico Recorde e Persistência de Temporais
Os primeiros dias de fevereiro estabeleceram um marco pluviométrico para Ribeirão Preto. Enquanto a média histórica para o mês inteiro, segundo o Climatempo, é de 177 milímetros, a cidade já havia atingido 149 milímetros de chuva até a primeira segunda-feira do mês. Esta concentração de precipitação se deve à atuação prolongada da <b>Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)</b>, uma extensa faixa de nebulosidade carregada que se mantém sobre a região por vários dias consecutivos, potencializando a formação de chuvas. Meteorologistas alertam que a área de Ribeirão Preto se encontra em uma 'zona de perigo', a classificação mais grave, para a ocorrência de temporais, com previsão de altos volumes a qualquer momento.
Além das fortes chuvas, o panorama inclui a possibilidade de <b>raios e rajadas de vento que podem alcançar 50 km/h</b>, intensificando os riscos. Cidades vizinhas como Restinga, Nuporanga e Guaíra também estão sob aviso, com projeções de receber os maiores volumes de precipitação, estimados em uma média de 26 milímetros, nesta fase de instabilidade climática.
Impactos Imediatos: Alagamentos e Transtornos Urbanos
A contínua e volumosa precipitação resultou em solos encharcados e rios com níveis elevados, amplificando consideravelmente a <b>vulnerabilidade a alagamentos nas áreas urbanas</b>. Um dos pontos críticos afetados foi a Avenida Adelmo Perdizza, na zona Sul de Ribeirão Preto, que registrou alagamento severo, dificultando ou impedindo o tráfego de veículos. O transbordamento do córrego adjacente à avenida exigiu a interdição da via em ambos os sentidos, causando significativa lentidão no trânsito e prejuízos aos motoristas, com relatos de carros parados em meio à água.
Para gerenciar a crise e orientar a população, equipes da <b>Defesa Civil e da RP Mobi</b>, empresa responsável pela administração do trânsito na cidade, foram mobilizadas. A interdição da Avenida Adelmo Perdizza, iniciada nas primeiras horas da manhã, foi mantida até que o nível da água baixasse e os serviços de limpeza da via pudessem ser realizados pela concessionária pertinente, visando restabelecer a segurança e a fluidez do tráfego, especialmente para o acesso ao Anel Viário Sul.
Mudança Climática à Vista: Carnaval com Tempo Aberto
Há, contudo, uma perspectiva de alívio no horizonte meteorológico para Ribeirão Preto. A partir da próxima quarta-feira, espera-se que a atuação da ZCAS comece a perder força, abrindo espaço para a influência da <b>Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul</b>. Essa transição climática é um indicativo de dias mais ensolarados e temperaturas elevadas, remetendo ao padrão típico do verão.
Os prognósticos meteorológicos sugerem que essa mudança se consolidará até o fim de semana, trazendo uma boa notícia para os foliões: o feriado de Carnaval na região tem grandes chances de ser celebrado sob <b>condições de tempo estável e ensolarado</b>, proporcionando um contraste bem-vindo após a intensa sequência de chuvas.
Conclusão
O início de fevereiro em Ribeirão Preto evidenciou a força dos fenômenos climáticos, com um volume de chuva que rapidamente superou as expectativas mensais. A vigilância e a ação das autoridades foram essenciais para mitigar os impactos dos alagamentos e garantir a segurança da população. Com a expectativa de uma transição para um clima mais seco e ensolarado, a cidade se prepara para deixar para trás os temporais e receber o Carnaval com um respiro, simbolizando a esperada virada nas condições meteorológicas e na rotina dos ribeirão-pretanos.
Fonte: https://g1.globo.com

