O número de monges budistas mortos em um trágico atropelamento na Tailândia subiu para dez, conforme informaram as autoridades locais nesta sexta-feira. O acidente, ocorrido em 2 de julho de 2026, envolveu uma caminhonete conduzida por um menino de apenas 11 anos, chocando a nação e levantando questões sobre segurança e responsabilidade.
A fatalidade ocorreu enquanto um grupo de 35 monges e cinco fiéis leigos realizava uma peregrinação, caminhando à beira de uma rodovia na província de Mukdahan, localizada no nordeste do país. A inesperada colisão deixou um rastro de devastação e luto, transformando um ato de fé em uma cena de horror.
O Impacto Devastador na Peregrinação
Inicialmente, cinco monges perderam a vida no próprio local do acidente. Contudo, nas horas seguintes, outros cinco monges sucumbiram aos ferimentos enquanto recebiam tratamento hospitalar, elevando o balanço de mortos para uma dezena. Este aumento na contagem de vítimas reforça a brutalidade do incidente que atingiu o grupo religioso.
Além das mortes, o Hospital de Mukdahan atualizou que dez pessoas permanecem internadas em decorrência do ocorrido, sendo duas delas em estado crítico. A caminhonete envolvida na colisão ficou completamente destruída, evidenciando a força do impacto que desestruturou a comitiva de peregrinos e chocou a comunidade local.
O Jovem Condutor e o Enquadramento Legal Tailandês
A investigação policial revelou que o veículo era dirigido por um menino de 11 anos. Segundo as autoridades, a criança havia pegado a caminhonete dos pais sem qualquer permissão. Este detalhe adiciona uma camada de complexidade e tristeza à tragédia, dada a tenra idade do envolvido.
Em um desenvolvimento importante, Prayut Ruanthongkam, chefe da polícia da cidade de Mukdahan, confirmou à agência de notícias AFP que o menor não prestou depoimento às forças de segurança. A legislação tailandesa é clara: indivíduos com menos de 12 anos não possuem responsabilidade penal, o que altera significativamente o curso das ações legais.
As Consequências Imediatas e o Futuro do Jovem
Diante da ausência de responsabilidade criminal, o menino foi prontamente encaminhado às autoridades de proteção à criança. Este procedimento visa assegurar o bem-estar do menor e avaliar sua situação, com o acompanhamento de sua mãe, que esteve presente durante o processo. A medida busca dar suporte psicológico e social ao garoto, ao invés de uma punição legal.
Enquanto isso, a comunidade e os familiares das vítimas lidam com a dor e a perda, e a atenção se volta também para a recuperação dos dez feridos hospitalizados, especialmente os dois que se encontram em estado mais grave. O incidente marca um evento sombrio na Tailândia, gerando profundo pesar e reflexão sobre a segurança nas estradas e a supervisão de menores.
Fonte: https://g1.globo.com

