A Polícia Civil efetuou, nesta sexta-feira (28), a prisão de mais dois suspeitos de envolvimento em uma série de roubos de joias ocorridos em Ribeirão Preto, São Paulo. As prisões de Gabriel Moreira Carlo e Guilherme Almeida Menezes, realizadas nos bairros Planalto Verde e Jardim Paiva, respectivamente, são resultado do cumprimento de quatro mandados relacionados a uma organização criminosa com uma rede de receptação que se estende por três estados.

Um terceiro suspeito, Henrique Eduardo Louredo Monteiro, já se encontrava sob custódia, enquanto Everton Pablo Farias de Souza permanece foragido.

De acordo com o delegado André Baldocchi, os indivíduos detidos nesta operação são investigados por um assalto ocorrido em 9 de setembro em uma residência no Jardim Recreio, onde os criminosos subtraíram cerca de R$ 300 mil em bens, incluindo joias, um veículo e equipamentos eletrônicos. As vítimas foram rendidas e ameaçadas durante a ação. A investigação aponta que os criminosos utilizaram um carro alugado para chegar ao local.

Durante a busca na residência de um dos presos, as autoridades encontraram uma corrente de ouro pertencente à vítima e uma caixa de som. O delegado informou que o suspeito confessou o crime informalmente no local.

As investigações também revelaram indícios do envolvimento dos mesmos suspeitos em um assalto a um prédio de alto padrão no Centro de Ribeirão Preto, ocorrido também em setembro. O prejuízo estimado para os moradores ultrapassa os R$ 4 milhões.

A Polícia Civil investiga a ligação de pelo menos três roubos à mesma organização criminosa, que revendia as joias. Além do assalto ao prédio e do roubo no Jardim Recreio, a quadrilha é suspeita de envolvimento em um roubo a uma casa na Ribeirânia, ocorrido em maio deste ano.

Segundo o delegado, o roubo na Ribeirânia ocorreu pouco antes do assalto ao condomínio no Centro, e as investigações foram intensificadas após esse evento, revelando a conexão entre os crimes. Um dos quatro indivíduos que invadiram a residência no Jardim Recreio já estava preso em decorrência do assalto ao condomínio.

A advogada de defesa de Gabriel, Isabella Feloni, argumenta que seu cliente foi relacionado ao caso apenas porque o carro supostamente utilizado no crime do Jardim Recreio, alugado por Guilherme, estacionou em frente ao condomínio onde Gabriel reside, o que, segundo ela, não comprova seu envolvimento nos crimes.

O advogado de Guilherme, Roderlei Franco, afirma que a investigação está em fase inicial e que analisará o processo. Ele alega que, até o momento, não há evidências nos autos que coloquem seu cliente no local dos fatos.

Não foi possível contatar as defesas dos demais alvos da operação até o momento.

As investigações continuam para identificar todos os membros da organização criminosa e recuperar os bens roubados.

Fonte: g1.globo.com

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