Um jovem de 19 anos faleceu no último domingo (30) após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, localizado em João Pessoa, Paraíba. O incidente trágico levanta questões sobre a segurança do parque, o estado mental do indivíduo e o acompanhamento social oferecido a pessoas em situação de vulnerabilidade. O caso chocou a comunidade local e gerou repercussão nacional, colocando em debate os desafios enfrentados por instituições que lidam com pessoas com histórico de transtornos mentais e a necessidade de medidas preventivas mais eficazes. A prefeitura de João Pessoa e a administração do parque emitiram notas lamentando o ocorrido e informando sobre a abertura de investigações para apurar as circunstâncias do incidente.

Detalhes do Ocorrido no Parque Zoobotânico

Invasão e Ataque

O incidente ocorreu na manhã de domingo, quando Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaquerinho”, conseguiu escalar uma parede de mais de 6 metros e as grades de segurança do recinto da leoa. Segundo a perícia da Polícia Civil, a ação sugere uma possível tentativa de suicídio. As equipes de segurança do parque tentaram impedir a invasão, mas o jovem agiu rapidamente e foi atacado pela leoa, vindo a falecer no local devido aos ferimentos.

Ação Rápida e Fechamento do Parque

Após a constatação do ocorrido, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara foi imediatamente fechado para visitação, seguindo os protocolos de segurança. As autoridades competentes foram acionadas para realizar a perícia e remover o corpo. A administração do parque informou que permanecerá fechado até a conclusão das investigações e dos procedimentos oficiais, priorizando a segurança dos visitantes, colaboradores e animais.

Histórico do Jovem e Acompanhamento Social

Transtornos Mentais e Passagens pela Polícia

Gerson de Melo Machado possuía um histórico de transtornos mentais e diversas passagens pela polícia, incluindo prisões por danificar caixas eletrônicos e atirar pedras em uma viatura policial. Ele havia sido liberado da prisão apenas dois dias antes do incidente no zoológico.

Acompanhamento Tutelar e Vulnerabilidade Social

Verônica Oliveira, conselheira tutelar que acompanhou o jovem por oito anos, lamentou o ocorrido e relatou as dificuldades enfrentadas por Gerson ao longo de sua vida. Segundo ela, o jovem era uma “criança destituída do poder familiar da mãe”, que sofria de esquizofrenia e não tinha condições de cuidar dele. Verônica também mencionou outros episódios em que Gerson se colocou em situações de risco, como invadir o aeroporto e tentar entrar no trem de pouso de um avião.

Conclusão

O trágico incidente no Parque Zoobotânico Arruda Câmara levanta importantes questões sobre a segurança de zoológicos, a saúde mental e a necessidade de um acompanhamento social mais efetivo para pessoas em situação de vulnerabilidade. As investigações em curso deverão esclarecer as circunstâncias do ocorrido e apontar medidas para evitar que tragédias como essa se repitam. É fundamental que a sociedade e as autoridades reflitam sobre a importância de garantir o acesso a serviços de saúde mental e assistência social para aqueles que mais precisam, a fim de prevenir o sofrimento e proteger vidas.

FAQ

1. Qual era o histórico do homem que invadiu o recinto da leoa?
O homem, identificado como Gerson de Melo Machado, possuía um histórico de transtornos mentais e diversas passagens pela polícia.

2. Quais medidas foram tomadas após o incidente?
O Parque Zoobotânico Arruda Câmara foi fechado para visitação e as autoridades competentes foram acionadas para realizar a perícia e investigar o caso.

3. O que dizem as autoridades sobre o ocorrido?
A prefeitura de João Pessoa e a administração do parque lamentaram o incidente e informaram sobre a abertura de investigações para apurar as circunstâncias do ocorrido. A perícia da Polícia Civil sugere uma possível tentativa de suicídio.

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, procure ajuda. Entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188 ou procure um profissional de saúde mental.

Fonte: https://jovempan.com.br

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