O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, detido sob a acusação de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes, reiterou sua inocência em uma entrevista recente, alegando que o incidente foi resultado de uma “bala perdida”. Apesar de admitir que portava uma arma no dia do ocorrido, Renê nega ter efetuado o disparo que vitimou o trabalhador. O caso, que chocou a população de Belo Horizonte, Minas Gerais, segue em meio a controvérsias e versões conflitantes, com o empresário enfrentando acusações que incluem homicídio qualificado e fraude processual. A defesa busca desconstruir a confissão inicial, alegando coerção policial, enquanto a família da vítima busca justiça.

Empresário Insiste em Versão de “Bala Perdida”

Renê da Silva Nogueira Júnior, durante a entrevista, buscou minimizar o incidente, referindo-se a ele como um “acidente” envolvendo a vítima. Ele afirmou que, embora estivesse armado no momento da ocorrência, não apertou o gatilho. Segundo sua versão, o disparo que atingiu Laudemir de Souza Fernandes teria sido acidental, possivelmente resultante de um incidente envolvendo o próprio gari.

Negação de Discussão Acalorada e Ações Pós-Crime

O empresário também negou que tenha perdido a calma durante uma discussão de trânsito que precedeu o disparo. Ele argumentou que, mesmo que houvesse ocorrido uma colisão, o dano seria apenas material, e não justificaria a perda de uma vida. Renê justifica seu comportamento após o incidente, como comparecer ao trabalho e à academia, alegando que não se sentia culpado e, portanto, não via razão para alterar sua rotina.

Acusações Contra a Família da Vítima e Contradições no Depoimento

Renê acusou a família de Laudemir de Souza Fernandes de tentar obter vantagem financeira, alegando que inicialmente pediram uma quantia de R$ 8 milhões. Ao ser questionado sobre a possibilidade de pedir perdão à família da vítima, ele se recusou, argumentando que não pode se desculpar por algo que alega não ter feito.

A atual versão de Renê contradiz seu depoimento inicial à polícia, em agosto, quando confessou o crime. Posteriormente, em audiência judicial, ele alegou ter sido pressionado por policiais a admitir o disparo, o que levanta questionamentos sobre a validade de sua confissão inicial e a condução da investigação.

Acusações Formais e Implicações Legais

Renê responde por homicídio triplamente qualificado, ameaça, fraude processual e porte ilegal de arma. O Ministério Público o acusa de tentar obstruir as investigações ao solicitar que sua esposa entregasse uma arma diferente da utilizada no crime, configurando uma tentativa de confundir as autoridades e dificultar a elucidação do caso.

Conclusão

O caso da morte do gari Laudemir de Souza Fernandes continua a gerar debates e controvérsias, com o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior negando a autoria do disparo e alegando um acidente. As contradições em seus depoimentos, as acusações de fraude processual e a gravidade das acusações de homicídio qualificado colocam em xeque a sua versão dos fatos. O desenrolar do processo judicial será crucial para determinar a responsabilidade pela morte de Laudemir e garantir que a justiça seja feita.

FAQ

1. Quais são as acusações formais contra Renê da Silva Nogueira Júnior?

Renê da Silva Nogueira Júnior responde por homicídio triplamente qualificado, ameaça, fraude processual e porte ilegal de arma.

2. Qual a alegação central da defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior?

A defesa alega que o disparo foi acidental e que Renê confessou o crime sob pressão policial.

3. O que o Ministério Público acusa Renê da Silva Nogueira Júnior de ter feito para obstruir as investigações?

O Ministério Público acusa Renê de tentar confundir as investigações ao pedir que sua esposa entregasse uma arma diferente da utilizada no crime.

4. Qual a profissão da vítima e o impacto do caso?

A vítima, Laudemir de Souza Fernandes, era gari. O caso gerou grande comoção e indignação na sociedade, levantando questões sobre violência e impunidade.

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Fonte: https://jovempan.com.br

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