A Polícia Federal prendeu um assessor financeiro em Ribeirão Preto sob a acusação de desviar pelo menos R$ 11 milhões de investidores, incluindo seus próprios sócios. A operação, denominada “Stop Loss”, revelou um esquema sofisticado de fraude que lesou diversos profissionais, como advogados, médicos e aposentados. O caso levanta sérias questões sobre a segurança dos investimentos e a necessidade de fiscalização rigorosa no mercado financeiro. O assessor, que atuava desde 2020, prometia altos rendimentos e, para manter o esquema, manipulava documentos e informações, causando prejuízos financeiros e fiscais às vítimas.
A Prisão e a Operação Stop Loss
A Polícia Federal deflagrou a Operação Stop Loss, que culminou na prisão do assessor financeiro Frederico Goz Biagi em Poços de Caldas, Minas Gerais. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto, São Paulo e Rio de Janeiro. A operação visa desmantelar um esquema de desvio de recursos que afetou um grande número de investidores, causando-lhes prejuízos financeiros significativos.
Desvio de Recursos e a Estrutura da Fraude
As investigações revelaram que Biagi inicialmente atuava sozinho, mas, com o aumento do volume de recursos, abriu uma empresa de investimentos. A partir de maio de 2023, começou a desviar o dinheiro que entrava na empresa para uma conta pessoal, utilizando os valores em benefício próprio. O delegado Marcellus Henrique de Araújo explicou que o assessor remetia os valores para sua conta pessoal e se apropriava dos recursos.
O Impacto nas Vítimas e a Extensão do Crime
O esquema fraudulento teve um impacto devastador nas vítimas, que perderam economias de toda uma vida. Um dos sócios de Biagi, que preferiu não se identificar, relatou que percebeu os desvios logo após seis meses de sociedade. A Polícia Federal identificou que o assessor selecionava as vítimas com base em seu poder econômico e, em alguns casos, estabelecia relacionamentos pessoais para ganhar a confiança dos investidores.
Crimes e as Possíveis Penas
Frederico Biagi deverá responder por diversos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, apropriação de recursos de investidor, manutenção de investidor em erro mediante omissão ou falsidade, fraude à fiscalização com inserção de informações falsas em documentos, inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis e contabilidade paralela. Somadas, as penas podem variar de 10 a 37 anos de reclusão.
Conclusão
O caso do assessor financeiro preso em Ribeirão Preto serve como um alerta sobre os riscos de investir sem a devida diligência e a importância de verificar a reputação e a credibilidade dos profissionais e empresas do mercado financeiro. A Polícia Federal continua investigando o caso para identificar todas as vítimas e quantificar o prejuízo total causado pelo esquema fraudulento. Este caso demonstra a necessidade de regulamentação e fiscalização rigorosas no setor financeiro, bem como a importância da educação financeira para proteger os investidores de fraudes e golpes.
FAQ
1. Quais crimes o assessor financeiro deverá responder?
O assessor deverá responder por gestão fraudulenta, apropriação de recursos de investidor, manutenção de investidor em erro mediante omissão ou falsidade, fraude à fiscalização com inserção de informações falsas em documentos, inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis e contabilidade paralela.
2. Qual o valor total desviado pelo assessor?
As investigações apontam que o assessor desviou pelo menos R$ 11 milhões de investidores.
3. Como o assessor financeiro atraía as vítimas?
O assessor prometia altos rendimentos e, em alguns casos, estabelecia relacionamentos pessoais para ganhar a confiança dos investidores.
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Fonte: https://g1.globo.com

