O Partido Liberal Mulher (PL Mulher) posicionou-se de forma veemente contra a cerimônia promovida pelo governo federal para marcar os três anos dos ataques de 8 de Janeiro às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Em publicações divulgadas nesta sexta-feira (9) nas redes sociais, que incluíram um vídeo no X (antigo Twitter) e no Instagram, o braço feminino do partido classificou a celebração da data como o "Dia da Grande Mentira", lançando um forte questionamento sobre a narrativa oficial dos eventos.

A Contestação à Rememoração Oficial

A principal crítica do PL Mulher reside na percepção de que o evento, realizado na quinta-feira (8) pelo Executivo, não passaria de uma tentativa de "celebrar uma mentira". Segundo as postagens do partido, a rememoração oficial da data serviria a propósitos que divergem da busca pela verdade, transformando o 8 de Janeiro em uma ferramenta para a consolidação de uma versão unilateral dos fatos, em vez de uma reflexão imparcial sobre os acontecimentos.

Alegação de 'Cortina de Fumaça' e Injustiças

O conteúdo veiculado pelo PL Mulher aprofunda a crítica ao sugerir que a esquerda estaria utilizando o 8 de Janeiro como uma "cortina de fumaça". O objetivo, conforme a alegação, seria desviar a atenção de supostas injustiças que estariam sendo cometidas contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. As publicações associam o episódio a uma estratégia de ocultação de "verdadeiros golpes contra o povo", que, segundo o partido, seriam perpetrados sob o pretexto da defesa democrática.

Narrativa de Perseguição Política e a Hashtag 'LiberdadeBolsonaro'

A retórica do PL Mulher vai além, vinculando a celebração governamental a uma ampla narrativa de perseguição política. O texto que acompanha o vídeo nas redes sociais descreve um cenário onde "vidas humanas inocentes" estariam sendo prejudicadas por uma "fogueira de injustiças", insinuando que a data é instrumentalizada para legitimar ações contra indivíduos alinhados à oposição. Para solidificar essa posição e ecoar a demanda por liberdade para os que considera vítimas, as publicações foram encerradas com a hashtag "#LiberdadeBolsonaro", reforçando o tom de protesto e o chamado à defesa de seus eleitores e do ex-mandatário.

A forte reação do PL Mulher ilustra a polarização persistente em torno dos eventos de 8 de Janeiro, com diferentes forças políticas apresentando interpretações contrastantes sobre sua natureza e suas consequências. A designação de "Dia da Grande Mentira" sublinha a profunda divergência ideológica e a disputa narrativa sobre um dos episódios mais sensíveis da história política recente do Brasil.

Fonte: https://jovempan.com.br

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