A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) uma nova etapa da Operação Coffee Break, que investiga supostas fraudes em processos de licitação pública. Agentes da corporação cumpriram três mandados de busca e apreensão nas cidades de Sumaré e Jundiaí, no interior paulista. Embora não tenha havido prisões nesta fase, a ação resultou em apreensões significativas e no bloqueio de bens dos envolvidos, marcando mais um avanço no combate à corrupção em gestões municipais.
Apreensões e Medidas Judiciais Recentes
Durante as diligências em Sumaré, os policiais federais localizaram e apreenderam um impressionante arsenal, composto por <b>11 armas de fogo</b> e aproximadamente <b>400 munições</b>. As autoridades informaram que o proprietário do imóvel visado não estava presente no local no momento da operação. Além das apreensões materiais, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados, uma medida crucial para descapitalizar o suposto esquema e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Esta fase reitera o compromisso da PF em desmantelar redes criminosas que se valem da máquina pública para enriquecimento ilícito.
O Escopo Ampliado da Operação Coffee Break
A Operação Coffee Break, que teve seu início em 12 de novembro de 2023, representa uma ampla investigação sobre a sistemática fraude em licitações e o desvio de recursos públicos. Naquela fase inicial, a Polícia Federal executou 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva. As ações anteriores foram notáveis pela prisão de figuras políticas proeminentes na região, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia (SP), Cafu César (PSB), e o secretário de Educação do mesmo município, Fernando Moraes.
Crimes Investigados e Potenciais Sanções
Segundo as investigações da Polícia Federal, os indivíduos envolvidos são suspeitos de integrar uma complexa organização criminosa. Este grupo teria como objetivo principal direcionar processos licitatórios e desviar verbas públicas, causando prejuízo significativo à administração. Os investigados podem ser indiciados por uma série de crimes graves, que incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa. A severidade das acusações ressalta a dimensão da ilegalidade combatida e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
A continuidade da Operação Coffee Break demonstra a persistência das autoridades em desmantelar redes de corrupção que corroem a confiança nas instituições e desviam recursos essenciais para serviços públicos. As investigações prosseguem, visando a identificação de todos os envolvidos e a completa elucidação dos fatos, reforçando o compromisso com a integridade e a transparência na gestão pública.
Fonte: https://g1.globo.com

