O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 1.279.498 novos postos de trabalho com carteira assinada ao longo de 2025. Embora o número represente um saldo positivo, ele sinaliza uma significativa desaceleração em comparação ao ano anterior, 2024, e culminou com um fechamento expressivo de vagas no mês de dezembro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Desempenho Anual e Distribuição Geográfica da Geração de Empregos

Apesar do volume expressivo de novos empregos, o saldo de 2025 foi 23,73% menor em relação a 2024, ano em que o país havia gerado 1.677.575 vagas formais. O indicador Caged, que reflete a diferença entre contratações e demissões, incorpora ajustes periódicos do Ministério do Trabalho para incluir declarações entregues fora do prazo e retificações de meses anteriores, garantindo a precisão dos dados anuais.

Em escala nacional, todas as 27 Unidades da Federação contribuíram positivamente para o aumento do número de trabalhadores formais em 2025. São Paulo liderou em números absolutos, com 311.228 novos postos (crescimento de 2,17%), seguido pelo Rio de Janeiro, que adicionou 100.920 vagas (2,60%), e pela Bahia, com 94.380 novos empregos (4,41%). Em termos de crescimento proporcional, o Amapá destacou-se com uma expansão de 8,41%, a Paraíba com 6,03%, e o Piauí com 5,81%.

Dezembro de 2025: Fechamento Acentuado de Postos de Trabalho

O último mês de 2025 contrariou a tendência anual de crescimento, registrando um saldo negativo de 618.164 postos de trabalho no mercado formal brasileiro. Este resultado, divulgado pelo Novo Caged em 29 de dezembro, representa uma variação mensal de -1,26%, compatível com o padrão histórico de desligamentos em dezembro – cuja média em 2023 e 2024 foi de -1,07% – mas marca o pior desempenho para o mês desde o pico da pandemia em 2020. O cenário de dezembro foi composto por 1.523.309 admissões contra 2.141.473 desligamentos, superando as projeções de mercado que estimavam um fechamento líquido de 481.300 vagas.

A retração em dezembro foi generalizada, afetando todos os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas. O setor de Serviços foi o mais impactado, com o fechamento de 280.810 vagas. A Indústria perdeu 135.087 postos, enquanto a Construção Civil encerrou o mês com 104.077 demissões líquidas. O Comércio registrou uma queda de 54.355 vagas, e a Agropecuária fechou 43.836 postos.

Regionalmente, todos os estados brasileiros registraram saldos negativos em dezembro. São Paulo liderou as perdas com 224.282 postos fechados, seguido por Minas Gerais (-72.755) e Paraná (-51.087), demonstrando a amplitude do recuo no final do ano.

Salário Médio de Admissão e Sua Evolução

Em dezembro de 2025, o salário médio real de admissão alcançou R$ 2.303,78. Houve uma leve redução de R$ 11,86 (-0,51%) em relação ao mês anterior, novembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.315,44. No entanto, ao comparar com o mesmo período do ano anterior, descontando-se a sazonalidade típica do mês, o salário médio de admissão apresentou um aumento de R$ 57,18, o que representa um crescimento real de 2,55%.

O balanço de 2025, portanto, apresenta um cenário de crescimento contínuo do emprego formal, embora em ritmo mais lento que o observado anteriormente. O forte recuo de dezembro, apesar de ser um comportamento sazonalmente esperado, alerta para os desafios persistentes na manutenção da dinâmica de expansão do mercado de trabalho e na garantia de estabilidade para os trabalhadores formais.

Fonte: https://jovempan.com.br

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