Em um desenvolvimento significativo para a Faixa de Gaza, Israel confirmou nesta sexta-feira (30) que reabrirá a passagem de Rafah a partir do próximo domingo, 1º de junho. A medida, anunciada pelo COGAT, a agência governamental israelense responsável pela coordenação de políticas civis no território palestino, visa restabelecer o fluxo de pessoas entre a Faixa de Gaza e o Egito. A decisão representa um alívio potencial para milhares de palestinos afetados pelo conflito.

A Importância Vital da Passagem de Rafah

A passagem de Rafah é, na prática, a única via de acesso direto para a vasta maioria dos mais de dois milhões de habitantes de Gaza. Por ser o principal portão de entrada e saída, seu funcionamento é crucial para a vida cotidiana, o comércio e a movimentação humanitária na região. A interrupção ou controle restritivo desta fronteira tem implicações profundas para a população sitiada, tornando a reabertura um ponto de atenção global.

Condições para o Retorno de Refugiados

O COGAT detalhou as condições sob as quais os palestinos que buscaram refúgio no Egito poderão retornar a Gaza. O retorno será permitido exclusivamente para residentes que deixaram a Faixa durante o período da guerra. Além disso, o processo exigirá uma autorização prévia de segurança por parte de Israel e será coordenado em estreita colaboração com as autoridades egípcias. Essa abordagem sublinha a persistência das preocupações de segurança que pautam as políticas israelenses na fronteira.

Contexto da Intervenção e Pressão Diplomática

Israel assumiu o controle da passagem de Rafah em maio de 2024, aproximadamente nove meses após o início do conflito mais recente na Faixa de Gaza. A ocupação da fronteira intensificou o isolamento do território. A reabertura da passagem tem sido uma exigência central da primeira fase do plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo objetivo é intermediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e mitigar a escalada do conflito, seguindo um acordo de trégua anterior em outubro.

Pré-requisito para a Reabertura: A Recuperação de Reféns

A decisão de Israel de reabrir Rafah está diretamente ligada a um pré-requisito anteriormente estabelecido pelo governo israelense. Tel Aviv havia condicionado a reativação da passagem à recuperação dos restos mortais do último refém israelense mantido em Gaza. Este critério foi atendido recentemente, com a recuperação do corpo nesta semana, pavimentando o caminho para a implementação da medida de reabertura anunciada.

Implicações e Próximos Passos

A reabertura de Rafah, mesmo sob condições restritivas, representa um respiro vital para os habitantes de Gaza e para a logística humanitária na região. A capacidade de circular pessoas, ainda que sob escrutínio de segurança, pode aliviar parte da pressão enfrentada por uma população já severamente impactada pelo prolongado conflito. Os próximos dias serão cruciais para observar a implementação dessas diretrizes e o impacto real na vida dos palestinos que buscam retornar aos seus lares na Faixa de Gaza.

Fonte: https://g1.globo.com

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