Em um encontro estratégico realizado em 29 de janeiro, na Papudinha, capital federal, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) abordaram o delicado panorama das vagas ao Senado Federal pelo estado. A conversa revelou uma preocupação mútua com a capacidade do bloco de direita em garantir as duas cadeiras em disputa, caso não haja uma articulação política eficaz nos próximos pleitos.
O Desafio da Representação no Senado Federal
A principal inquietação manifestada por Tarcísio de Freitas durante a reunião focou na possibilidade de a direita paulista não conseguir eleger seus representantes para o Senado. Atualmente, o grupo conta com um único nome considerado forte: o ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP). Contudo, a análise interna sugere que Derrite pode ter perdido parte de sua força inicial. Levantamentos de pesquisas, tanto internas quanto divulgadas publicamente, indicam uma variação em seu posicionamento perante o eleitorado, com alguns cenários o colocando atrás de figuras como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, potenciais candidatos da oposição.
A projeção é que, se a esquerda apresentar candidaturas robustas como as de Haddad e Marina Silva, o bloco conservador enfrentaria um risco considerável de não conquistar nenhuma das duas vagas disponíveis. Esta perspectiva acentua a urgência em encontrar uma estratégia sólida, especialmente para a segunda cadeira, que permanece sem um nome forte para representá-los.
A Busca por um Nome de Centro e a Estratégia da Direita
A segunda vaga ao Senado, vista como uma prioridade para o PL – especialmente após a saída do deputado federal Eduardo Bolsonaro do país, que havia ocupado essa posição –, tem sido alvo de diversas discussões. No entanto, nenhuma das opções levantadas até o momento pelo partido demonstrou o peso eleitoral necessário para competir de forma efetiva no cenário paulista. Fontes próximas ao Palácio dos Bandeirantes indicam que o governador Tarcísio de Freitas apresentou este cenário a Bolsonaro, defendendo uma abordagem mais pragmática.
A proposta do chefe do executivo paulista é que a segunda candidatura seja ocupada por uma figura mais alinhada ao centro político. No entendimento de Tarcísio, enquanto Guilherme Derrite representa um eleitorado mais próximo ao discurso bolsonarista, a inclusão de um nome moderado seria fundamental para ampliar a base de apoio e diversificar o apelo eleitoral da chapa, balanceando as forças e otimizando as chances de sucesso na corrida pelo Senado.
Reeleição ao Governo Estadual: Cenário Otimista para Tarcísio
Apesar das preocupações com a disputa pelo Senado Federal, o panorama para a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes se mostra consideravelmente mais favorável para Tarcísio de Freitas. Longe de subestimar a disputa, assessores e aliados afastam a ideia de um pleito fácil, mas a avaliação predominante é de que, mesmo com a potencial entrada de nomes fortes do governo federal na disputa, a posição de Tarcísio é bastante sólida.
O principal fator que sustenta esse otimismo é a alta aprovação do governador perante o eleitorado paulista. Acredita-se que, em uma eventual corrida pela reeleição, a aprovação popular de sua gestão será o elemento mais determinante para o desfecho do pleito, conferindo-lhe uma vantagem significativa frente a qualquer adversário na disputa pelo comando do estado de São Paulo.
Fonte: https://jovempan.com.br

