Uma nova pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta segunda-feira (18), lançou luz sobre as intenções de voto para as duas vagas do Senado Federal por São Paulo. O levantamento apresenta um panorama multifacetado da disputa, onde diferentes cenários estimulados e espontâneos revelam tanto a força de figuras conhecidas nacionalmente quanto o impacto decisivo dos apoios políticos na preferência do eleitorado paulista. As ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva figuram com destaque em um dos cenários iniciais, enquanto o deputado federal Guilherme Derrite emerge como uma força considerável em outro, influenciado por alianças estratégicas.

Cenário Estimulado I: Predominância das Ex-Ministras

No primeiro cenário estimulado apresentado pela pesquisa Gerp, onde os nomes dos candidatos são citados sem menção a seus apoiadores, a disputa pela primeira vaga ao Senado em São Paulo é encabeçada por duas figuras de proa da política nacional. Simone Tebet (PSB), ex-titular da pasta do Planejamento e Orçamento, registra 24% das intenções de voto, posicionando-se à frente. Logo em seguida, a deputada federal Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, alcança 23% da preferência dos entrevistados. Este cenário inicial também mostra Guilherme Derrite (PP) como o terceiro mais cotado para o primeiro assento, com 18%, seguido por Márcio França (PSB), com 8%, Ricardo Salles (Novo), que obteve 5%, e André do Prado (PL), presidente da Alesp, com 3%.

A polarização entre as ex-ministras se estende à corrida pela segunda vaga. Para o segundo assento no Senado paulista, Simone Tebet mantém a dianteira com 19% das intenções de voto, enquanto Marina Silva figura com 18%, demonstrando a consistência de seus nomes junto ao eleitorado neste contexto de menor influência de endossos explícitos.

Cenário Estimulado II: O Impacto dos Apoios Políticos Redesenha a Disputa

Apresentado um segundo cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos foram vinculados a apoios políticos específicos, a dinâmica da disputa pelo Senado em São Paulo se altera significativamente. Para a primeira vaga, o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que se apresenta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro, desponta na liderança, atingindo 28% das intenções de voto. Marina Silva mantém uma posição forte, com 23%, enquanto Simone Tebet aparece com 18%. Márcio França e André do Prado registram empate técnico, ambos com 8%, e Ricardo Salles fecha a lista com 4% da preferência.

Na disputa pela segunda vaga neste mesmo cenário com apoios, Simone Tebet e Márcio França (este último apresentado como apoiado por Lula) mostram um empate técnico, ambos com 17% das intenções de voto. Marina Silva segue de perto, com 16%. Já Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite aparecem tecnicamente empatados na sequência, cada um com 12% da preferência, evidenciando uma fragmentação maior dos votos para o segundo assento sob esta configuração.

Cenário Espontâneo: A Força da Lembrança do Eleitor

Quando os entrevistados são questionados sem que nenhum nome de candidato seja sugerido, o cenário espontâneo revela quais políticos possuem maior recall junto ao eleitorado paulista. Neste contexto, Simone Tebet mantém a liderança, sendo mencionada por 7% dos participantes. Guilherme Derrite surge em segundo lugar, com 4% das intenções, seguido por Marina Silva, que alcança 3%. Márcio França, Ricardo Salles e André do Prado registram um empate técnico, cada um com 1% da preferência espontânea. Esta modalidade da pesquisa, que reflete a capacidade de um nome ser lembrado sem estímulos, aponta Tebet e Derrite como os mais presentes na memória dos eleitores para a disputa senatorial.

Índices de Rejeição: Os Desafios dos Candidatos

Além das intenções de voto, a pesquisa Gerp também avaliou os índices de rejeição dos candidatos, um fator crucial que pode influenciar o resultado final. Marina Silva enfrenta a maior taxa de rejeição entre os nomes avaliados, com 39% dos entrevistados afirmando que não votariam nela. Simone Tebet, embora líder em alguns cenários, registra 22% de rejeição. Guilherme Derrite é rejeitado por 21% dos eleitores, enquanto Ricardo Salles tem um índice de 20%. Em contrapartida, André do Prado e Márcio França apresentam os menores níveis de rejeição, com 16% e 17%, respectivamente, indicando uma maior aceitação entre os eleitores que poderiam ser conquistados.

Metodologia da Pesquisa Gerp

O levantamento do instituto Gerp foi realizado entre os dias 11 e 15 de maio, entrevistando 1.400 pessoas por telefone em São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 2,67 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95,55%. A pesquisa foi devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de maio de 2026, sob o número SP-06865/2026, garantindo a transparência e a conformidade com as normas eleitorais.

Os resultados da pesquisa Gerp delineiam uma corrida ao Senado em São Paulo marcada pela complexidade e pela influência de múltiplos fatores. Enquanto nomes de grande projeção nacional como Simone Tebet e Marina Silva demonstram uma base de apoio consistente, especialmente em cenários menos politizados por alianças explícitas, a força dos apoios partidários e regionais, como os recebidos por Guilherme Derrite e Márcio França, mostra-se capaz de alterar significativamente o tabuleiro eleitoral. A alta rejeição de alguns candidatos, em contraste com a menor resistência enfrentada por outros, adiciona uma camada extra de imprevisibilidade a uma disputa que promete ser acirrada até o pleito.

Fonte: https://jovempan.com.br

Share.

Comments are closed.