O Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil foi amplamente elogiado nesta segunda-feira (27) pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que o qualificou como um modelo global. Durante sua visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o líder da OMS destacou a capacidade do SUS em garantir atendimento universal a uma população de mais de 200 milhões de pessoas, um feito raro e inspirador no cenário internacional.
O SUS como Paradigma Global de Acesso à Saúde
Tedros Adhanom Ghebreyesus ressaltou a singularidade do sistema de saúde brasileiro, enfatizando que poucos países possuem uma cobertura pública tão abrangente. Ele pontuou que o SUS assegura o acesso a serviços de saúde para todos, independentemente de sua condição financeira, servindo como uma demonstração viva de que a saúde deve ser um direito universal. A capacidade de um país com a dimensão e complexidade do Brasil em manter um sistema com essa filosofia foi apresentada como um valioso exemplo para o mundo, defendendo que a saúde é para todos, não apenas para uma elite.
Liderança Brasileira na Agenda Sanitária Internacional e Conquistas Específicas
Além do reconhecimento ao SUS, o diretor-geral da OMS enalteceu a proatividade do Brasil na esfera da saúde global. Ele citou a relevância da atuação brasileira na aprovação do acordo global sobre pandemias neste ano, bem como a parceria histórica e frutífera entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A visita de Tedros ao Brasil também foi marcada por um momento significativo: a entrega do dossiê que inicia o processo de certificação internacional para a eliminação da transmissão vertical da hepatite B (de mãe para filho) como um problema de saúde pública. Este marco, apresentado no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, foi atribuído a anos de trabalho dedicado de profissionais, pesquisadores e comunidades em todo o país, solidificando a imagem do Brasil como um país que transforma objetivos em conquistas concretas.
Fortalecimento e Expansão da Infraestrutura de Saúde Pública
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o compromisso de transformar os hospitais federais do Rio de Janeiro em centros de excelência, reconhecendo a dedicação de todos os trabalhadores do SUS – de faxineiros a médicos – como a essência do seu funcionamento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou a oportunidade para apresentar à OMS as ambiciosas diretrizes do governo para o futuro da saúde pública. Ele destacou a meta de consolidar no Brasil a maior rede pública universal de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo. Padilha também sublinhou a expansão da infraestrutura para o tratamento oncológico, incluindo novos centros de radioterapia, e o avanço de iniciativas como o programa Brasil Sorridente, a cirurgia robótica no SUS, a melhoria do transporte sanitário e o fortalecimento da atenção básica, sinalizando um investimento contínuo e estratégico no aprimoramento do sistema.
Conclusão
O reconhecimento do diretor-geral da OMS sublinha a importância do Sistema Único de Saúde não apenas como um pilar fundamental da sociedade brasileira, mas como um farol para outras nações que buscam construir sistemas de saúde mais equitativos e acessíveis. A declaração reforça a crença na capacidade do Brasil de liderar pelo exemplo, tanto na provisão de serviços de saúde em larga escala quanto na cooperação internacional para enfrentar desafios sanitários globais e erradicar doenças. Este momento de validação internacional serve de impulso para que o país persista em seus esforços de fortalecimento e inovação na área da saúde pública, reafirmando que o acesso à saúde é um direito inalienável e um investimento no bem-estar coletivo.

