Roger Mateus Freitas de Oliveira, conhecido por sua marcante expedição de skate que o levou de Porto Alegre até Ushuaia, no extremo sul da Argentina – o célebre 'fim do mundo' –, embarca agora em uma nova e inspiradora aventura. Após cruzar quatro países e registrar sua jornada para mais de 135 mil seguidores nas redes sociais sob o perfil <b>Skate Nômade</b>, o jovem de 28 anos volta às estradas, desta vez com destino à capital gaúcha, partindo das pitorescas paisagens do litoral de São Paulo.
Desbravando o Litoral Paulista e o Vale do Ribeira
A nova fase desta jornada de autodescoberta e superação teve início na Praia da Enseada, em Guarujá. Para essa expedição, Roger não está sozinho: Katherin Regina Vogel, sua companheira, conhecida durante a primeira grande viagem, o acompanha. Enquanto Roger desliza sobre o asfalto em seu skate, Katherin segue de bicicleta, formando uma dupla dinâmica que já percorreu impressionantes 269,7 quilômetros e 13 municípios apenas no estado de São Paulo. A rota inicial abrangeu a Baixada Santista, passando por cidades como Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Em seguida, a dupla adentrou o Vale do Ribeira, visitando Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga, até chegar a Cajati.
Planejamento Minimalista e a Essência da Viagem
Antes de darem o primeiro impulso em Guarujá, onde Roger possui laços familiares, o casal dedicou aproximadamente um mês para os preparativos minuciosos. Eles aproveitaram a experiência da jornada anterior para refinar o planejamento, montar a bicicleta de Katherin e selecionar os equipamentos essenciais. Com um orçamento de apenas R$ 1 mil para cobrir as despesas até Porto Alegre, a premissa da viagem vai além do destino final. O foco é documentar e compartilhar a capacidade de improviso, a resiliência diante dos desafios e a criatividade para lidar com recursos limitados. Paralelamente, Roger também se dedicou à escrita de um e-book sobre sua trajetória e à produção de conteúdo audiovisual para o YouTube, transformando cada quilômetro em uma narrativa envolvente.
Acolhimento e Conexões Humanas ao Longo do Caminho
Um dos principais desafios diários da jornada é encontrar um lugar seguro para pernoitar. Roger e Katherin frequentemente buscam autorização para montar sua barraca em locais diversos, como estacionamentos, postos de gasolina, escolas e até mesmo proximidades de unidades policiais, sempre priorizando a segurança. No entanto, o que tem marcado a viagem são os atos de generosidade inesperados. Em Registro, o pedido para acampar resultou em um convite para uma estadia de três dias na propriedade de um morador. Situação semelhante ocorreu em Cajati, onde a solicitação para montar a barraca no estacionamento de um hotel foi respondida com a oferta de um quarto confortável para passarem a noite. Essas interações genuínas e o apoio da comunidade local não apenas facilitam a travessia, mas também se tornam parte integrante da história contada nas redes sociais, reforçando o espírito de união e solidariedade.
A Primeira Grande Travessia: Do Luto ao Amor no 'Fim do Mundo'
A história de Roger Mateus ganhou projeção global com sua viagem de Porto Alegre a Ushuaia, realizada entre setembro de 2025 e abril de 2026. Essa jornada épica, que atravessou o Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, nasceu de uma promessa emocionante feita à sua ex-namorada, que faleceu após uma batalha contra o câncer. O sonho de ambos era conhecer o 'fim do mundo' juntos, e Roger decidiu honrar essa memória. Foi durante essa expedição que o destino o presenteou com um novo capítulo: o encontro com Katherin em El Chaltén, na Argentina. Após alguns dias compartilhados em trilhas, ela retornou para Toledo (PR), enquanto Roger seguiu sua rota. Esse novo amor floresceu e agora os une nesta segunda grande aventura.
A meta final desta nova empreitada é chegar a Porto Alegre até o dia 19 de dezembro, um prazo que carrega um significado especial: o reencontro com a família e a celebração da formatura de sua mãe. Roger e Katherin personificam a coragem de seguir sonhos, a capacidade de adaptação e a beleza das conexões humanas que se formam na estrada, transformando cada quilômetro em uma narrativa de vida inspiradora e contínua.
Fonte: https://g1.globo.com

