Murilo de Sousa Monteiro Borges, de 29 anos, teve sua vida tragicamente interrompida na última segunda-feira (31), em Guarujá, litoral de São Paulo. Ele foi vítima de um atropelamento fatal por um caminhão, cujo motorista fugiu sem prestar socorro. Dois dias depois, durante seu sepultamento, a dor da perda foi marcada por uma emocionante homenagem de sua comunidade do jiu-jítsu, que simbolicamente lhe concedeu a faixa roxa, uma graduação que ele estava prestes a alcançar.

A Despedida Emocionante e a Faixa Roxa Póstuma

No velório realizado na quarta-feira (2) em Guarujá, amigos, familiares e, em especial, os colegas e professores da academia “Família Bronxs” se reuniram para o último adeus a Murilo. Para honrar a dedicação do jovem atleta, que treinava jiu-jítsu há aproximadamente quatro anos e era um dos alunos mais queridos, o professor Ericson Cardoso e a turma decidiram realizar uma homenagem tocante. Em um gesto simbólico, a faixa roxa, que Murilo estava prestes a receber por sua evolução e comprometimento, foi entregue postumamente, selando seu legado no esporte. Sua paixão pelo jiu-jítsu, assim como pelos videogames, era amplamente conhecida entre os amigos, que o descreviam como uma pessoa de trato fácil e muito estimada.

O Acidente Fatal e a Omissão de Socorro

A tragédia ocorreu por volta das 23h de segunda-feira (31), quando Murilo, em sua bicicleta, retornava de um treino de jiu-jítsu e foi brutalmente atingido por um caminhão. O impacto foi tão severo que, apesar da rápida chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o jovem foi encontrado já sem vida no local, conforme informou a Prefeitura de Guarujá. A cena foi agravada pela atitude do motorista do veículo que, após o atropelamento, fugiu sem prestar qualquer tipo de assistência à vítima, deixando Murilo à própria sorte.

A Busca por Justiça e o Clamor da Comunidade

Diante da covardia do ato, a Polícia Civil, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), iniciou imediatamente as diligências para identificar e responsabilizar o condutor. O caso foi registrado com gravidade, englobando as acusações de homicídio culposo na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e omissão de socorro. A comunidade, e especialmente os membros da academia “Família Bronxs”, se uniu ao clamor por justiça. O professor Ericson Cardoso, visivelmente abalado, expressou a indignação generalizada, enfatizando a crueldade de abandonar uma vida humana no asfalto, uma atitude que ele descreveu como desumana e imperdoável, reforçando a expectativa de que o responsável pague pelos seus atos.

A partida precoce de Murilo de Sousa Monteiro Borges deixa uma lacuna imensa em sua família e entre amigos, mas sua memória será eternizada pela dedicação ao esporte e pelo carinho que inspirava. Enquanto a comunidade do jiu-jítsu lamenta a perda de um talento e um companheiro, a esperança por justiça permanece viva, buscando respostas e responsabilização para que o motorista que fugiu seja alcançado pela lei, garantindo que a memória de Murilo seja respeitada e sua família encontre algum conforto.

Fonte: https://g1.globo.com

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