A John Boy Academia, em São José dos Campos, veio a público se manifestar após a intensa repercussão do caso envolvendo a engenheira Poliana Frigi. A aluna relatou ter sido constrangida por uma funcionária ao ser orientada a cobrir seu top durante um treino, em uma situação que gerou debate nacional sobre regras de vestimenta e o ambiente em academias. Em resposta, a rede pediu desculpas publicamente à aluna e anunciou uma série de medidas, incluindo a revisão de seus protocolos internos de atendimento e comunicação.

O Incidente e a Repercussão Imediata

O episódio de constrangimento ocorreu em um domingo, na unidade do bairro Jardim Oswaldo Cruz. Poliana Frigi narrou que foi abordada por uma recepcionista que a questionou sobre a natureza de seu top, sugerindo que ela se cobrisse para sua 'segurança', devido à presença de 'homens casados' no local. A funcionária teria perguntado se Poliana não teria uma camiseta para vestir, ressaltando que 'não fica legal para você'.

A engenheira expressou profundo desconforto com a situação, que a fez questionar a adequação de sua própria roupa e a fez sentir que 'o problema sempre vai ser a mulher'. O relato de Poliana rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocando uma onda de discussões e levantando questionamentos sobre os limites da liberdade individual versus códigos de vestimenta em espaços públicos, além da forma como as mulheres são repreendidas por sua aparência.

A Posição da Academia e as Medidas Adotadas

Diante da repercussão, a John Boy Academia emitiu uma nota oficial afirmando que tomou conhecimento das manifestações e que o incidente estava sendo tratado com 'máxima seriedade e atenção'. A empresa reforçou seu compromisso em garantir um ambiente 'respeitoso, seguro e acolhedor para todos os alunos', pautado no respeito à individualidade e à dignidade. De imediato, uma apuração interna foi iniciada para compreender integralmente o ocorrido e a academia informou estar tentando contato direto com Poliana para ouvi-la.

Como uma medida preventiva e de aprimoramento, a John Boy Academia anunciou que iniciou a revisão de seus protocolos internos de atendimento e comunicação. Esta revisão inclui a implementação de treinamentos específicos voltados para temas como respeito, diversidade e inclusão, direcionados a toda a equipe. O objetivo é assegurar que situações de desconforto sejam abordadas com a devida sensibilidade, cuidado e responsabilidade, evitando incidentes semelhantes no futuro.

Compromisso com a Melhoria Contínua e o Respeito

Em sua manifestação, a academia também fez questão de enfatizar que não compactua com condutas inadequadas ou que possam causar constrangimento. A empresa reconheceu que 'erros podem ocorrer', mas ressaltou que 'o que define uma organização é a forma como eles são enfrentados'. Nesse sentido, foi formulado um pedido de desculpas à aluna Poliana Frigi e a todos os que se sentiram afetados pelo episódio, demonstrando um reconhecimento explícito da falha ocorrida.

A nota conclui com a reiteração do compromisso da academia em aprimorar continuamente seus processos, sempre priorizando o bem-estar e o respeito aos seus alunos. A iniciativa de revisão de protocolos e de capacitação da equipe aponta para uma busca por um ambiente mais inclusivo e consciente, onde a liberdade individual e o conforto dos frequentadores sejam garantidos.

O caso de Poliana Frigi e a resposta da John Boy Academia servem como um importante lembrete sobre a necessidade de ambientes que promovam a inclusão e o respeito, desafiando preconceitos e assegurando que todos os indivíduos se sintam seguros e valorizados em espaços públicos.

Fonte: https://g1.globo.com

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