Uma onda de ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel atingiu o Irã neste sábado (28), resultando na morte de pelo menos 201 pessoas e ferindo outras 747, conforme dados divulgados pela ONG iraniana Crescente Vermelho. A operação de grande escala impactou 24 das 31 províncias iranianas, marcando um ponto crítico na já tensa dinâmica geopolítica do Oriente Médio com o primeiro balanço global reportado pela imprensa iraniana.
A Ofensiva Conjunta e Seus Alvos
Os ataques tiveram início na manhã de sábado, com relatos de fumaça visível sobre Teerã, capital iraniana, e novas explosões pouco antes das 20h locais. Tel Aviv descreveu as ações como 'preventivas', enquanto o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou operações de combate em sua plataforma Truth Social, com o objetivo de 'eliminar ameaças iminentes'. A ofensiva visou primariamente locais militares iranianos, após meses de planejamento conjunto entre os aliados, que chegaram a alertar a população civil próxima a infraestruturas militares para evacuar.
Em Teerã, a fumaça foi notada sobre o distrito de Pasteur, nas proximidades da residência do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e a capital presenciou um forte destacamento de segurança. A intensidade dos ataques se estendeu para além das fronteiras iranianas, com um bombardeio no sul do Iraque atingindo uma base militar que abriga um grupo pró-Irã, causando a morte de ao menos duas pessoas. Explosões também foram ouvidas nas proximidades do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, sinalizando a abrangência da operação.
Resposta Iraniana e a Escalada da Retaliação
Após a ofensiva inicial, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou uma resposta imediata. Em comunicado, o IRGC confirmou o lançamento de uma primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones contra Israel, referindo-se aos territórios como 'ocupados'. Além disso, as forças iranianas afirmaram ter como alvo a Quinta Frota dos EUA, estacionada no Bahrein, indicando uma expansão dos confrontos para envolver ativos militares norte-americanos na região.
Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom relatou o atendimento de um homem ferido por explosão no norte do país, confirmando o impacto dos mísseis iranianos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, declarou que responderia 'decisivamente' aos ataques sofridos, embora tenha reiterado que Teerã havia feito 'todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse', posicionando-se em uma retórica de defesa e retaliação diante da agressão.
O Alerta se Espalha Pelo Golfo
A repercussão dos combates não se limitou ao Irã e Israel, estendendo-se por toda a região do Golfo, onde múltiplas explosões foram relatadas. Correspondentes da AFP em Riade (Arábia Saudita), Manama (Bahrein) e Doha (Catar) confirmaram ter ouvido fortes detonações, evidenciando a amplitude do conflito e a rápida propagação das tensões para os países vizinhos.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) informaram ter interceptado mísseis iranianos, reservando-se o direito de responder aos ataques e elevando o nível de alerta na região. Residentes de Abu Dhabi, que abriga uma base com pessoal dos EUA, também relataram explosões intensas. O Ministério da Defesa do Catar e o Kuwait igualmente confirmaram a interceptação de múltiplos ataques de mísseis em seus territórios, indicando que a tensão se transformou em confronto aberto e regional, com implicações para a segurança de diversas nações do Golfo.
Um Cenário de Instabilidade Crescente
A série de ataques e contra-ataques entre EUA, Israel e Irã representa uma perigosa escalada das tensões no Oriente Médio. O balanço de centenas de mortos e feridos no Irã, somado à retaliação iraniana e ao envolvimento de outras nações do Golfo, sinaliza um cenário de instabilidade crescente, cujas ramificações globais ainda estão por ser completamente compreendidas. A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos, antecipando os próximos capítulos de um conflito que ameaça desestabilizar ainda mais a região.
Fonte: https://jovempan.com.br

