A região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, enfrenta um aumento alarmante nos casos de pneumonia em 2025. Dados revelam um salto de 272% nos atendimentos ambulatoriais entre janeiro e agosto deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2024. O Departamento Regional de Saúde (DRS) registrou um total de 9.773 atendimentos ambulatoriais e 3.301 internações por pneumonia nos oito primeiros meses do ano.
Em comparação, no mesmo período de 2024, foram contabilizados 2.625 atendimentos ambulatoriais e 3.186 hospitalizações. Já em 2023, os números eram ainda menores, com 611 atendimentos e 2.821 internações.
O aumento é particularmente notável em grupos de risco, como crianças menores de quatro anos e idosos acima de 75 anos. Entre as crianças, os atendimentos ambulatoriais saltaram de 62 em 2023 para 440 em 2024 e atingiram 1.407 em 2025. As internações nessa faixa etária se mantiveram em um patamar elevado, com 462 em 2023, 451 em 2024 e 469 em 2025.
Entre os idosos, os atendimentos ambulatoriais subiram de 213 em 2023 para 436 em 2024 e alcançaram 1.411 em 2025. As internações também registraram um aumento, passando de 992 para 1.142 e, neste ano, já somam 1.210.
Especialistas apontam a baixa adesão à vacinação contra a gripe e a pneumonia como um dos principais fatores para o aumento dos casos. Acredita-se que a menor adesão da população à vacinação, tanto contra infecções virais quanto contra pneumonia, seja um dos principais fatores desse aumento, além da circulação maior de bactérias que não eram tão frequentes nos últimos anos.
A pneumonia pode ser causada por vírus, como a Covid-19, ou por bactérias. Um quadro viral pode funcionar como porta de entrada para uma infecção mais grave se instalar. Além disso, parte dos cuidados adotados pela população durante a pandemia deixou de ser praticada, o que intensifica a circulação de vírus e bactérias. Uma gripe mal cuidada pode evoluir para pneumonia.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que todas as doses estão disponíveis gratuitamente na rede pública e orienta que a população procure a unidade mais próxima em caso de sintomas respiratórios persistentes. A prevenção envolve hábitos simples, como alimentação equilibrada, boa hidratação, sono adequado e lavagem frequente das mãos. Evitar o tabagismo e manter o nariz sempre limpo e hidratado também ajudam.
Fonte: g1.globo.com

