O governo chinês, através de seu Ministério do Comércio, fez um apelo formal nesta segunda-feira para que os Estados Unidos revoguem as tarifas comerciais unilaterais impostas pelo presidente Donald Trump. A exigência surge na sequência de uma significativa decisão da Suprema Corte norte-americana, que na última sexta-feira declarou ilegais grande parte das taxas aduaneiras previamente anunciadas por Washington, abalando as bases da política comercial da administração Trump.
Revés Judicial para a Estratégia Tarifária de Trump
A Suprema Corte dos EUA proferiu um parecer crucial ao determinar que o Presidente Trump não possuía a autoridade legal para instituir as tarifas utilizando uma lei de 1977. Esta legislação havia sido o pilar para a imposição de uma série de taxas que provocaram instabilidade no comércio global. A decisão judicial representa um importante revés político para Trump, pois invalida uma das suas principais medidas econômicas, questionando a legalidade de sua abordagem protecionista.
A Reação da China e a Entrada em Vigor das Novas Tarifas
Diante do cenário judicial nos EUA, o Ministério do Comércio chinês confirmou que está conduzindo uma 'ampla avaliação' sobre o impacto da decisão, ao mesmo tempo em que pressiona Washington pela suspensão imediata das tarifas. A chancelaria chinesa enfatizou que 'não há vencedores em uma guerra comercial e o protecionismo não leva a lugar nenhum', reiterando a necessidade de anular as barreiras comerciais unilaterais contra seus parceiros. Contraditoriamente, as tarifas elevadas por Trump de 10% para 15% após a decisão da Suprema Corte, entrarão em vigor nesta terça-feira, 24 de setembro, e permanecerão aplicáveis por um período mínimo de 150 dias, com algumas exceções para categorias específicas de produtos.
Posicionamento Americano e a Continuidade dos Acordos
Apesar do julgamento desfavorável ao presidente, Jamieson Greer, o representante comercial dos EUA, pronunciou-se no domingo, assegurando que os acordos comerciais existentes com a China, a União Europeia e outros países parceiros permanecerão inalterados. Sua declaração visa mitigar a incerteza gerada pela decisão da Suprema Corte, reforçando que, embora a base legal para a imposição de novas tarifas tenha sido questionada, as relações comerciais estabelecidas e os pactos em vigor seguem sua tramitação normal.
A exigência da China e a resposta cautelosa dos EUA destacam a complexidade das relações comerciais internacionais em um momento de tensões crescentes. A decisão da Suprema Corte não apenas desafia a autoridade presidencial para a política tarifária, mas também intensifica o debate sobre o futuro do comércio global e as estratégias adotadas pelas maiores economias do mundo.
Fonte: https://jovempan.com.br

