A escalada do conflito na Faixa de Gaza resultou em um número alarmante de vítimas fatais palestinas, superando a marca de 72 mil desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde local neste sábado (7), pintando um quadro sombrio da situação humanitária no enclave.
Violência Persiste Apesar do Acordo de Cessar-Fogo
Apesar da implementação de um acordo de cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em Gaza em 10 de outubro do ano passado, a violência não cessou, resultando em mais mortes e feridos. Relatos indicam que 576 palestinos, entre eles mais de 115 mulheres e menores, perderam a vida desde o início da trégua. Além das fatalidades, os bombardeios israelenses neste período, que se estende por mais de três meses, deixaram mais de 1.500 habitantes da Faixa feridos, agravando a crise de saúde na região.
Controle Territorial e Justificativas das Operações Israelenses
As Forças de Defesa de Israel (FDI) mantêm uma presença significativa, controlando mais de 50% da Faixa de Gaza desde o início da ofensiva. A atuação das tropas israelenses tem sido caracterizada por disparos quase diários contra o território devastado, sob a justificativa de serem ataques direcionados a “suspeitos ou terroristas” do Hamas. Esta postura militar contínua contribui para o ambiente de insegurança e o elevado número de baixas civis.
Incidentes Recentes e o Impacto Contínuo
A continuidade dos confrontos é evidenciada por incidentes recentes. Nesta sexta-feira (6), bombardeios israelenses atingiram o norte e o centro da Faixa de Gaza, resultando na morte de dois indivíduos e deixando mais de 20 feridos, conforme o balanço diário do Ministério da Saúde. Mais especificamente, um palestino identificado como Faraj al-Hajj Salem foi morto por disparos de tropas israelenses a leste da cidade de Gaza neste sábado (7), segundo a agência de notícias Wafa, sublinhando a natureza contínua e letal das hostilidades.
O panorama atual em Gaza reflete uma situação humanitária crítica, onde o elevado número de mortes e feridos continua a crescer em meio a um conflito prolongado. A persistência dos ataques e a presença militar acentuam a urgência de uma solução duradoura que possa pôr fim ao sofrimento da população civil no enclave.
Fonte: https://jovempan.com.br

