Pela primeira vez desde o início do conflito na Faixa de Gaza, autoridades israelenses admitiram que o número de palestinos mortos se aproxima de 70 mil. Esta estimativa, divulgada a partir de um relatório de fontes ligadas às Forças de Defesa de Israel (IDF), converge com os dados anteriormente apresentados pelo Ministério da Saúde palestino, controlado pelo grupo terrorista Hamas, marcando um ponto de concordância preocupante sobre a escala da tragédia humana na região.
A Oficialização dos Números da Tragédia
A informação foi revelada nesta quinta-feira (29) pelo jornal The Times of Israel, com base em um documento das Forças de Defesa de Israel. O relatório indica que o total de fatalidades pode ascender a 71 mil pessoas. Essa oficialização por parte de Israel representa um reconhecimento significativo da devastação, alinhando-se a números que, até então, eram predominantemente divulgados por fontes palestinas.
O Contexto Demográfico e a Natureza das Vítimas
A cifra de 71 mil mortos constitui uma parcela considerável da população de Gaza, representando aproximadamente 3,5% dos estimados 2,1 a 2,3 milhões de habitantes. As autoridades israelenses alertam que o balanço final pode ser ainda maior, visto que muitos corpos permanecem soterrados sob os escombros de edificações destruídas pelos intensos bombardeios. Contudo, o documento não oferece uma distinção clara entre civis e membros do Hamas ou de outros grupos armados, dificultando a compreensão do perfil exato das vítimas.
Para Além das Mortes: O Cenário Humanitário e a Destruição em Gaza
A guerra em Gaza transcende o número de mortes, deixando um rastro de destruição generalizada. A infraestrutura básica da Faixa, incluindo moradias, hospitais e redes de saneamento, foi severamente comprometida ou completamente aniquilada. Paralelamente, a população sobrevivente enfrenta um impacto psicológico e humanitário profundo, com deslocamentos massivos, escassez de recursos essenciais e um cenário de crise que desafia a capacidade de resposta das organizações humanitárias.
O reconhecimento israelense da magnitude das mortes palestinas em Gaza sublinha a dimensão da catástrofe humana em curso no enclave. Enquanto as discussões sobre cessar-fogo e assistência humanitária prosseguem, a realidade de dezenas de milhares de vidas perdidas e a devastação generalizada continuam a moldar a paisagem da Faixa de Gaza e a urgência por uma resolução duradoura para o conflito.
Fonte: https://jovempan.com.br

