O cenário político e econômico brasileiro recebeu uma importante novidade nesta quinta-feira (19) com a confirmação de Dario Durigan como o novo Ministro da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad. A nomeação, anunciada de forma descontraída pelo Presidente Lula durante a 17ª Caravana Federativa em São Paulo, eleva o então secretário-executivo da pasta a um dos cargos mais estratégicos da administração federal, sinalizando uma transição que busca continuidade e novos impulsos para a economia do país.

A Trajetória Profissional de Dario Durigan

Dario Durigan traz para a chefia da Fazenda uma sólida formação jurídica e uma vasta experiência no serviço público. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), iniciou sua carreira em 2009 como procurador na mesma instituição, após uma passagem pelo setor privado no renomado escritório de advocacia Pinheiro Neto. Sua jornada o conduziu rapidamente para o âmbito federal, onde atuou na Advocacia-Geral da União (AGU), desempenhando funções tanto na área de gestão quanto no gabinete do Advogado-Geral.

Sua expertise foi requisitada durante o governo Dilma Rousseff, quando integrou a subchefia de assuntos jurídicos na Casa Civil, entre 2011 e 2015. Posteriormente, em 2016, contribuiu como assessor na prefeitura de São Paulo. Durigan retornou à AGU em 2017, onde foi peça fundamental na fundação do Núcleo de Arbitragem do órgão, demonstrando sua capacidade de inovação e liderança em questões jurídicas complexas.

A ascensão ao governo Lula, em 2023, como secretário-executivo do Ministério da Fazenda, o preparou diretamente para o posto atual. Além de sua atuação na pasta, Durigan também ocupa a relevante posição de presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, acumulando um perfil que transita entre o jurídico, o administrativo e o financeiro.

Desafios Imediatos: A Política do Diesel e o ICMS

Como secretário-executivo, Durigan já se mostrou ativo na proposição de políticas econômicas cruciais. Recentemente, ele esteve à frente da sugestão de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de óleo diesel, em um esforço para estabilizar os preços e garantir a oferta do combustível no mercado interno. A medida visa contrabalancear a alta do petróleo no cenário internacional, agravada por conflitos globais, que tem gerado um descasamento entre os preços de importação e os praticados no país.

A proposta, apresentada a estados e ao Distrito Federal, prevê uma isenção temporária do ICMS até 31 de maio. Para mitigar o impacto nas receitas regionais, a Fazenda Federal se comprometeria a arcar com metade dos custos decorrentes dessa renúncia fiscal. Estima-se que a União assumiria uma renúncia de R$ 1,5 bilhão mensais, de um total de R$ 3 bilhões previstos, reforçando o compromisso do governo em atuar para conter a volatilidade do mercado de combustíveis.

Compromissos Fiscais e a Visão para 2026

Durigan também tem sido uma voz ativa na defesa dos compromissos fiscais do governo. Ele reiterou a meta de alcançar um superávit primário em 2026, um marco que, se concretizado, representaria o primeiro resultado positivo em mais de uma década. A equipe econômica, sob sua liderança agora como ministro, projeta um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, conforme as diretrizes do novo arcabouço fiscal.

Essa ambição fiscal sublinha o objetivo de Durigan e da equipe econômica de buscar o que ele descreveu como o 'melhor resultado fiscal da última década', consolidando a credibilidade e a sustentabilidade das contas públicas brasileiras em médio e longo prazo, e pavimentando o caminho para um ambiente econômico mais estável e previsível.

Com a nomeação de Dario Durigan, o Ministério da Fazenda ganha um líder com profundo conhecimento do aparelho de Estado e uma visão pragmática para os desafios econômicos. Sua experiência multifacetada, aliada à sua participação ativa em propostas recentes, posiciona-o para liderar a pasta em um período de reformas e de busca pela estabilização fiscal e crescimento econômico do Brasil.

Fonte: https://jovempan.com.br

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