No dia 8 de março de 2026, o Brasil será palco de uma vasta e significativa mobilização em celebração ao Dia Internacional da Mulher. Atos e marchas estão programados em todas as cinco regiões do país, unidos por um clamor central: a erradicação da violência que afeta milhões de mulheres diariamente. Esta data emblemática transcende a mera celebração, transformando-se em um poderoso movimento de denúncia e reivindicação de direitos fundamentais.
A Pauta Ampla e Convergente das Manifestações
Embora a denúncia da violência seja o carro-chefe das manifestações, a agenda dos movimentos feministas é multifacetada e abraça uma série de questões globais e nacionais. Entre os temas de destaque, encontram-se críticas contundentes ao imperialismo, com especial atenção às ações dos Estados Unidos no cenário mundial, e a defesa intransigente da soberania nacional e dos valores democráticos. A luta pela autodeterminação dos povos e contra a opressão geopolítica ressoa nas ruas.
Adicionalmente, as mobilizações abordam debates contemporâneos cruciais para a condição feminina no mercado de trabalho. Um dos pontos em pauta que ecoará nas marchas é a demanda pelo fim do regime de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), atualmente sob análise no Parlamento brasileiro. Esta pauta reflete a busca por condições laborais mais justas e equitativas, impactando diretamente a vida de muitas trabalhadoras.
A Voz Ativista da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)
A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das principais entidades à frente da organização dos atos, reafirma sua presença nas ruas para dar voz à indignação e à necessidade de proteção. Conforme expresso em seu manifesto, o foco primordial é "exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas", com a urgência de deter o feminicídio que ceifa vidas de mulheres em todo o território nacional.
O manifesto da AMB aprofunda a análise, contextualizando a exploração e o sofrimento feminino dentro de uma estrutura opressora. A entidade aponta o capitalismo, o patriarcado e o racismo como pilares interligados que perpetuam essa realidade. A solidariedade e a preocupação se estendem para além das fronteiras nacionais, com o documento mencionando mulheres em Gaza, Cuba, Venezuela e outros locais que enfrentam guerras, ameaças à soberania, o avanço da extrema direita e a retirada de direitos básicos, reforçando a dimensão global da luta.
Roteiro da Mobilização: Locais e Horários dos Atos Pelo Brasil
Para garantir que a voz das mulheres seja ouvida em cada canto do país, uma vasta programação de atos foi organizada, abrangendo capitais e cidades do interior em todas as regiões. Convidamos a população a se juntar a esses importantes momentos de manifestação e solidariedade, cujos detalhes são apresentados a seguir, por região, consolidando o movimento nacional:
Região Norte
Na **Região Norte**, as mobilizações começam às 8h em Marabá (PA) na Feira da Folha 28, seguindo para Belém (PA) às 9h na Escadinha da Doca. Manaus (AM) realiza seu ato às 15h na Praça da Polícia, Bragança (PA) às 16h na Praça das Bandeiras, e Santarém (PA) às 17h na Praça da Matriz. Encerrando a agenda nortista, Boa Vista (RR) se manifesta às 18h no Portal do Milênio/Centro.
Região Nordeste
O **Nordeste** se mobiliza intensamente, com atos começando às 8h em Aracaju (SE) na Feira Livre do Bugio e às 8h30 em Teresina (PI) na Praça Pedro II. Às 9h, Maceió (AL) se reúne na Praça Sete Coqueiros e São Luís (MA) no Largo do Carmo. No Ceará, Crato inicia às 8h na Prefeitura e Fortaleza às 14h no Projeto 4 Varas (Barra do Ceará). Salvador (BA) também marca presença às 9h no Morro do Cristo. Mossoró (RN) tem ato às 16h na Praça do Teatro Dix-Huit Rosado, enquanto Natal (RN) começa às 8h no Caju da Redinha. João Pessoa (PB) participa às 15h na Biblioteca Anayde Beiriz.
Região Centro-Oeste
No **Centro-Oeste**, Cuiabá (MT) abre a agenda às 7h30 em frente à Feira do CPA II. Goiânia (GO) se manifesta às 9h na Praça do Trabalhador. A capital federal, Brasília (DF), convoca a partir das 13h na Funarte, em marcha até o Palácio do Buriti.
Região Sudeste
O **Sudeste** apresenta uma vasta programação: Vitótia (ES) inicia às 8h no Parque Moscoso, e Belo Horizonte (MG) às 9h30 na Praça Raul Soares. Em São Paulo, Araraquara (9h, Parque Infantil), Campinas (9h, Largo do Rosário), Diadema (9h, Praça da Matriz), Santos (9h, Praça das Bandeiras/Gonzaga), e Cajamar (10h, Praça Ginásio de Esportes do Polvilho) mobilizam a região. A capital paulista, São Paulo (SP), tem ato às 14h no MASP. São João da Boa Vista (SP) se reúne às 15h na Praça Coronel José Pires, e Tatuí (SP) também às 15h na Casa das Práxis. No Rio de Janeiro (RJ), a manifestação ocorre às 10h no Posto 3 de Copacabana.
Região Sul
A **Região Sul** também se une ao movimento. Curitiba (PR) começa às 9h na Praça Santos Andrade, Maringá (PR) às 9h na Praça Rocha Pombo, e Matinhos (PR) às 14h no Mercado do Peixe. No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul (RS) inicia às 10h no Largo da Estação Férrea, Porto Alegre (RS) às 9h30 na Ponte da Pedra, e Imbé (RS) tem ato às 14h na Praça do Braço Morto. Em Santa Catarina, Blumenau (SC) se manifesta às 8h na Escadaria da Igreja Matriz, Balneário Camboriú (SC) às 9h na Praça Almirante Tamandaré, Chapecó (SC) às 9h na Praça Coronel Bertaso, Garopaba (SC) às 10h na Praça Governador Ivo Silveira, Caçador (SC) às 15h no Parque Central, e Joinville (SC) às 14h30 na Praça da Biblioteca. Importante notar a mobilização em Guaratuba, tanto no Paraná (Letreiro da Praia Central) quanto em Santa Catarina (Letreiro da Praia), ambos às 14h.
O 8 de março de 2026, com sua abrangente programação de atos, consolida-se como um momento crucial para a luta das mulheres brasileiras. Mais do que um dia de protesto, é uma afirmação coletiva da necessidade de um país e um mundo mais justos, seguros e igualitários, onde a violência seja banida, os direitos sejam garantidos e a soberania de cada mulher seja plenamente respeitada.
Fonte: https://jovempan.com.br

