O Flamengo assegurou um empate sem gols contra o Estudiantes no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores da América, disputado no Estádio Jorge Luís Hirschi, em La Plata, Argentina. Longe de apresentar seu melhor futebol, a equipe rubro-negra conseguiu segurar a pressão adversária e volta para casa com a responsabilidade de decidir a vaga na grande final diante de sua torcida, no Maracanã. O resultado mantém viva a busca pelo tricampeonato continental, mas ressalta a necessidade de uma atuação mais convincente na partida de volta.

Desempenho Aquém do Esperado e Domínio Argentino

A exibição do Flamengo na Argentina foi marcada por uma postura predominantemente defensiva e pela falta de agressividade ofensiva. A equipe comandada por Leonardo Jardim encontrou dificuldades para se desvencilhar da forte marcação do Estudiantes, especialmente no meio de campo, que neutralizou as tentativas de construção de jogadas e impediu a criação de oportunidades claras. O time carioca passou grande parte dos 90 minutos acuado em seu campo de defesa, sem conseguir sequer finalizar com perigo à meta adversária.

Por outro lado, o Estudiantes demonstrou superioridade em posse de bola e volume de jogo, ditando o ritmo do confronto e mantendo uma presença ofensiva constante. Empurrado por sua torcida, o time argentino rondou a área flamenguista com cruzamentos, faltas laterais e chutes de média e longa distância, mas pecou na pontaria e na precisão, o que foi crucial para o placar inalterado. A estratégia adversária encaixotou o Flamengo, que dependeu de uma defesa sólida e de intervenções pontuais para não ser vazado.

Lances de Risco e Defesas Heróicas

Apesar do cenário de domínio argentino, o goleiro Rossi não foi excessivamente exigido em defesas complexas, muito devido à imprecisão dos atacantes do Estudiantes. No entanto, a meta rubro-negra esteve em perigo real em pelo menos duas ocasiões que exigiram intervenções cruciais de seus defensores. O primeiro grande susto ocorreu na reta final do primeiro tempo, quando a zaga afastou mal uma bola, Palacios aproveitou o rebote e Léo Pereira salvou de forma espetacular praticamente em cima da linha, impedindo o gol.

O panorama não mudou no segundo tempo, com o Estudiantes mantendo a pressão e explorando infiltrações e cruzamentos rasteiros. Novamente, a sorte esteve ao lado do Flamengo em lances de perigo. Outro momento dramático viu Alex Sandro se agigantar para salvar a meta carioca, também em cima da linha, após um rebote de Núñez que parecia fatal. Mesmo as substituições de Plata e Pedro não alteraram a dinâmica da partida, com o Flamengo continuando sem conseguir construir jogadas de ataque.

O Caminho para a Final: Decisão no Maracanã

Com a igualdade no marcador em La Plata, o Flamengo agora detém a vantagem de decidir a classificação em casa. Para avançar à sua segunda final consecutiva na Libertadores, a equipe carioca precisará de uma vitória simples no jogo de volta, que será realizado na próxima quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. Em caso de um novo empate sem gols, a vaga será disputada nos pênaltis. Qualquer empate com gols (ex: 1 a 1) favoreceria o Estudiantes devido à regra do gol fora de casa, o que torna a vitória imperativa.

Antes do confronto decisivo pela Libertadores, o Flamengo terá um compromisso pelo Campeonato Brasileiro. A equipe carioca enfrentará o Bahia no domingo, às 18h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Este jogo servirá como teste e oportunidade para ajustes, além de um desafio físico e estratégico em meio à crucial sequência de partidas.

Ficha Técnica do Confronto

O Estudiantes entrou em campo com Muslera; Mancuso, Santiago Núñez, Funes Mori e Benedetti; Piovi, Alexis Castro e Baltasar Rodríguez (Monsalve); Tiago Palacios (Joaquín Correa), Carrillo e Tobio Burgos (Cetre), sob o comando técnico de Alexander Medina. Pelo Flamengo, o técnico Leonardo Jardim escalou Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Saúl e Lucas Paquetá (Joaquín Freitas); Carrascal, Bruno Henrique (Pedro) e Samuel Lino (Plata).

A arbitragem da partida ficou a cargo do paraguaio Juan Benítez. Os cartões amarelos foram distribuídos para Piovi, Alexis Castro e Varela do lado do Estudiantes, e para Carrascal e Lucas Paquetá no Flamengo. A ausência de gols e a intensidade defensiva de ambos os lados refletiram-se nas poucas advertências disciplinares, com o duelo sendo disputado de forma aguerrida, mas dentro das regras.

O Flamengo retorna ao Rio de Janeiro com a missão de transformar o Maracanã em um caldeirão para reverter o desempenho morno da Argentina. A equipe terá a oportunidade de demonstrar um futebol mais propositivo e agressivo em casa, visando carimbar sua passagem para a final da Libertadores. A expectativa agora se volta para uma partida de volta emocionante, onde apenas um clube poderá seguir na busca pelo cobiçado título continental.

Fonte: https://jovempan.com.br

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