Duas embarcações, um barco e uma balsa, afundaram recentemente em São Vicente, no litoral de São Paulo, nas proximidades da emblemática Ponte dos Barreiros. O incidente, ocorrido na última terça-feira, foi atribuído pela prefeitura local a uma peculiar condição de instabilidade marinha, conhecida como “maré enquartada”. Apesar da gravidade do ocorrido, as rápidas ações dos tripulantes e barqueiros garantiram que não houvesse registro de feridos.
O Fenômeno da "Maré Enquartada"
A “maré enquartada”, também referida como maré morta, representa um fenômeno oceanográfico caracterizado por uma pequena variação entre os níveis de maré alta e maré baixa. Essa particularidade pode gerar uma instabilidade atípica na flutuação das embarcações, especialmente aquelas que estão atracadas ou operando em águas mais rasas, como as encontradas na região da Ponte dos Barreiros. Foi exatamente essa condição de menor amplitude das marés que, segundo as autoridades municipais, foi o fator determinante para o afundamento das duas embarcações.
Agilidade da Tripulação Previne Ferimentos
Apesar do cenário preocupante, a rápida e decisiva ação das pessoas envolvidas foi crucial para evitar qualquer lesão. No caso do barco, uma testemunha presencial relatou ao g1 que a embarcação, que estava atracada, começou a submergir subitamente. O barqueiro, percebendo o perigo iminente, conseguiu saltar para o píer adjacente, ileso. De forma análoga, a balsa, que transportava uma equipe de profissionais no momento do incidente, teve seus ocupantes evacuados a tempo, que saltaram para uma balsa vizinha antes que a embarcação principal afundasse completamente.
Respostas e Recuperação Pós-Incidente
Após o afundamento, medidas imediatas foram tomadas para gerenciar a situação e restaurar a normalidade. A Prefeitura de São Vicente informou que o barco foi retirado da água por um consórcio responsável pelas obras de recuperação do trecho ferroviário da Ponte dos Barreiros, demonstrando uma ação coordenada. Em relação à balsa, a administração municipal assegurou que suas operações já foram normalizadas, indicando um pronto retorno à funcionalidade do serviço de travessia. Contudo, a Capitania dos Portos de São Paulo, órgão diretamente ligado à segurança da navegação, não emitiu um comunicado oficial sobre o incidente até a publicação desta reportagem.
Este episódio em São Vicente, embora sem maiores consequências humanas, sublinha a constante interação entre as atividades humanas e as forças naturais. A resposta eficaz e a ausência de feridos são os aspectos mais importantes a serem destacados neste evento marítimo, que mobilizou autoridades locais para a pronta recuperação e para a garantia da segurança na área.
Fonte: https://g1.globo.com

