O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) intensificou a fiscalização sobre o Banco Master, solicitando formalmente ao Ministério da Fazenda e à Polícia Federal (PF) informações cruciais acerca de possíveis fraudes. A iniciativa do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado surge em um cenário de grande preocupação, após declarações públicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou a situação como a "maior fraude bancária" do país, evidenciando a urgência e a gravidade do caso.

MPTCU Atua para Aprofundar Investigação

A movimentação do MPTCU ocorreu em duas frentes distintas. Na quarta-feira, 14 de fevereiro, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado encaminhou um pedido direto ao Ministério da Fazenda para que fornecesse todos os dados pertinentes às alegadas irregularidades no Banco Master. Anteriormente, em 8 de janeiro, Furtado já havia solicitado ao presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, que oficializasse junto à Polícia Federal a requisição de compartilhamento de dados provenientes da investigação em andamento contra a instituição financeira. Tais diligências, conforme noticiado pelo jornal Estadão, visam à obtenção de um panorama detalhado e transparente da situação.

Haddad Alerta para a Dimensão da Fraude

As ações do MPTCU ganharam força após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trazer à tona a magnitude do problema em uma entrevista coletiva na terça-feira, 13 de fevereiro. Na ocasião, Haddad revelou estar em constante diálogo com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Vital do Rêgo, presidente do TCU, sobre o caso do Banco Master. Ele não hesitou em classificar o ocorrido como "a maior fraude bancária" do Brasil, sublinhando que a complexidade e o potencial impacto da situação "inspiram muito cuidado" por parte de todas as autoridades envolvidas.

Conexões e Busca por Responsabilização

Fernando Haddad forneceu detalhes adicionais sobre as ramificações do caso, destacando que as conversas com Gabriel Galípolo são "quase diárias", com o objetivo de assegurar o "respaldo institucional da Fazenda", dada a interligação do ministério com a questão. O ministro também mencionou que a investigação apura uma possível ligação do Banco Master com o fundo Reag. Este fundo é um dos alvos da Operação Carbono Oculto, que desvendou um intrincado esquema envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. As tratativas com Vital do Rêgo, por sua vez, indicaram uma "convergência sobre como ajudar, fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades" e, fundamentalmente, "eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados" à sociedade e ao sistema financeiro.

A colaboração entre diferentes órgãos como o MPTCU, Ministério da Fazenda, Banco Central, TCU e Polícia Federal demonstra a seriedade com que as denúncias contra o Banco Master estão sendo tratadas. A expectativa é que a união de esforços e o compartilhamento de informações permitam não apenas o completo esclarecimento dos fatos, mas também a devida responsabilização dos envolvidos, reforçando a confiança na solidez e na integridade do sistema bancário brasileiro. O avanço das investigações será determinante para o desfecho deste complexo caso.

Fonte: https://jovempan.com.br

Share.

Comments are closed.