O Oriente Médio testemunha uma significativa escalada de tensões, com Israel e Estados Unidos lançando uma operação militar conjunta contra o Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um pronunciamento televisionado neste sábado (28), declarou que a iniciativa persistirá "o tempo que for necessário", sinalizando uma campanha de longa duração. A ofensiva, que Tel Aviv classificou como preventiva, foi seguida por alegações de Israel sobre baixas significativas no regime iraniano, embora Teerã negue veementemente tais afirmações, intensificando a retórica em um cenário já volátil.
Reivindicações de Israel e a Dissidência Iraniana
Após os ataques ao território iraniano, o premiê Netanyahu afirmou que a operação resultou na "eliminação de figuras importantes do regime dos aiatolás". Em uma das declarações mais impactantes, ele sugeriu haver "muitos indícios" de que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, "não está mais vivo". Esta alegação, contudo, foi prontamente desmentida pelo governo iraniano. Netanyahu também informou sobre a morte de altos funcionários da Guarda Revolucionária Iraniana nos ataques, informação que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, categoricamente negou em entrevista à NBC News. Projetando os próximos passos, o líder israelense comunicou que as tropas israelenses e norte-americanas têm planos de atacar novos alvos iranianos nos dias seguintes.
O Início da Ofensiva e Alvos Reportados
A ação conjunta dos Estados Unidos e Israel começou na madrugada de sábado, com relatos de fumaça sendo avistada sobre Teerã, a capital iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para anunciar, em um vídeo surpresa, o início de operações de combate no Irã, justificando-as como um esforço para "eliminar ameaças iminentes". Em Teerã, fumaça foi observada especificamente sobre o distrito de Pasteur, área onde reside o líder supremo Ali Khamenei, acompanhada por um notável destacamento de segurança na capital. As forças de Israel e dos EUA emitiram um alerta aos iranianos para que se retirassem de infraestruturas militares em todo o país, afirmando que a operação visava precisamente essas instalações. Além do território iraniano, a instabilidade se espalhou, com um bombardeio no sul do Iraque contra uma base militar de um grupo pró-Irã, resultando em pelo menos duas mortes confirmadas por autoridades. Explosões também foram ouvidas próximo ao consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, conforme reportagens da agência AFP.
A Retaliação Iraniana e a Repercussão Regional no Golfo
Em resposta à ofensiva, a Guarda Revolucionária Iraniana declarou ter lançado uma "primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones" contra Israel, referindo-se aos seus territórios ocupados, e afirmou ter mirado a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein. Em Israel, o serviço de emergência Magen David Adom relatou estar prestando socorro a um homem ferido por explosão na região norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, garantiu uma resposta "decisiva" aos ataques, reiterando que Teerã havia feito "todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse", apesar da ofensiva. A repercussão dos conflitos se estendeu por toda a região do Golfo, com explosões sendo relatadas por correspondentes da AFP nas capitais de Riade (Arábia Saudita), Manama (Bahrein) e Doha (Catar). Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter interceptado mísseis iranianos, reservando-se o direito de retaliação, e residentes de Abu Dhabi, onde há uma base com pessoal norte-americano, também relataram fortes explosões. O Ministério da Defesa do Catar e o Kuwait igualmente confirmaram a interceptação de múltiplos ataques de mísseis, evidenciando a amplitude da crise.
Conclusão: Um Conflito Sem Previsão de Término Imediato
A declaração de Netanyahu de que a operação durará "o tempo que for necessário" sublinha a gravidade e a incerteza da atual conjuntura no Oriente Médio. Enquanto as alegações de Israel sobre a eliminação de figuras-chave e o destino do líder supremo iraniano são vigorosamente contestadas por Teerã, a troca de ataques e as repercussões regionais confirmam uma escalada perigosa. O cenário atual, marcado por ações militares diretas e a polarização de narrativas, projeta um futuro de instabilidade contínua na região, com consequências imprevisíveis para a segurança global. A comunidade internacional observa atentamente enquanto as partes envolvidas continuam a medir forças, com poucas perspectivas de um apaziguamento imediato.
Fonte: https://jovempan.com.br

