As forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (11), mais uma fase da “Operação Contenção” no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana. A ação mobilizou um efetivo impressionante de mil agentes estaduais, com o objetivo primordial de cumprir uma série de mandados de prisão e de busca e apreensão. Além disso, a iniciativa visa frear a progressiva expansão territorial da facção criminosa Comando Vermelho, que tem desafiado a autoridade estatal na região. Esta intensa movimentação policial reflete a prioridade do governo em restaurar a ordem e garantir a segurança dos cidadãos, evidenciando uma resposta robusta às ameaças impostas pelo crime organizado. A complexidade da operação ressalta a importância da integração entre diferentes corporações para o sucesso das investidas contra grupos criminosos.

Mobilização sem precedentes: mil agentes e aparato robusto

A “Operação Contenção” no Complexo do Salgueiro representou uma das maiores mobilizações de forças de segurança estaduais dos últimos tempos, reunindo um contingente expressivo de mil agentes. Deste total, 880 policiais militares e 120 policiais civis foram empregados em uma operação integrada, desenhada para atuar com máxima eficiência e abrangência. O planejamento meticuloso da ação incluiu a alocação de um aparato logístico de grande porte, fundamental para garantir a segurança dos agentes e a efetividade das incursões em uma área conhecida pela alta complexidade e pela presença do crime organizado.

O suporte logístico da operação foi dimensionado para enfrentar cenários de alta resistência, com a inclusão de 20 veículos blindados, que proporcionaram proteção essencial aos policiais em áreas de confronto. Duas aeronaves sobrevoaram a região, oferecendo apoio tático, reconhecimento aéreo e capacidade de resposta rápida em caso de emergências. Complementando este arsenal, 123 viaturas foram distribuídas estrategicamente para o transporte de tropas e o cerco de áreas, enquanto quatro ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate (GSAR) foram posicionadas para atendimento médico imediato, sendo duas delas também blindadas, garantindo socorro mesmo em zonas de risco.

Forças combinadas e equipamentos táticos

A Polícia Militar desempenhou um papel crucial nesta operação, com a participação de unidades de elite e especializadas. O Comando de Operações Especiais (COE) mobilizou seus destacamentos mais preparados, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), conhecido por suas incursões em áreas de alto risco; o Batalhão de Ações com Cães (BAC), empregado na detecção de drogas e explosivos; o Batalhão de Choque (BPChq), para controle de distúrbios e apoio tático em áreas conflagradas; e o Grupamento Aeromóvel (GAM), responsável pelo apoio aéreo. Além dessas unidades, o Regimento de Polícia Montada (RECOM), o Comando de Policia Rodoviária (CPRv) e os Grupamentos de Ações Táticas (GAT) dos batalhões subordinados ao 4º Comando de Policiamento de Área (CPA) também estiveram presentes, reforçando o cerco e a segurança nas vias de acesso.

No âmbito da Polícia Civil, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi a principal unidade de resposta, com seus agentes especializados em operações de alto risco e resgate de reféns, atuando na linha de frente para o cumprimento de mandados. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) também esteve envolvida, focando na desarticulação das redes de tráfico de drogas, uma das principais fontes de financiamento da facção. A sinergia entre as duas corporações foi crucial, permitindo uma abordagem multifacetada contra o crime. A ação contou ainda com o reforço de todas as delegacias que compõem o 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), que abrange unidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e municípios da Região dos Lagos, ampliando o escopo da inteligência e do apoio tático-operacional.

Combate à expansão criminosa e estratégia estadual

O principal objetivo da “Operação Contenção” transcendeu o mero cumprimento de mandados. A iniciativa teve um foco estratégico na desarticulação da tentativa do Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial na região do Complexo do Salgueiro e arredores. Essa expansão, quando bem-sucedida, não apenas consolida o poder da facção, mas também intensifica a violência e a exploração da população local, gerando um ciclo vicioso de criminalidade e insegurança. Ao confrontar diretamente essa movimentação, o Governo do Estado busca restabelecer a soberania do Estado e proteger as comunidades afetadas.

A escolha do Complexo do Salgueiro como alvo não foi arbitrária. A localidade é considerada um ponto estratégico para o crime organizado, servindo muitas vezes como base para operações e rotas de tráfico. A presença ostensiva e prolongada das forças de segurança visa a desmontar essa estrutura, enfraquecendo a capacidade logística e operacional da facção. A dimensão da operação, com mil policiais, blindados e aeronaves, é uma clara demonstração de força e um recado direto aos grupos criminosos: a capacidade de resposta do Estado é robusta e está preparada para intervir em larga escala. A integração entre as polícias Militar e Civil, aliada ao apoio das delegacias do 4º DPA, reforça a coordenação e a troca de informações, elementos vitais para o sucesso de investidas de tamanha complexidade.

Declarações oficiais e continuidade das ações

O governador Cláudio Castro classificou a mobilização como uma resposta direta e inequívoca às ameaças contra a segurança pública do Rio de Janeiro. Em declaração oficial, Castro enfatizou a postura firme do governo: “Não vamos tolerar ações de facções criminosas que ameaçam a segurança da população. Estamos atuando com força máxima, e de forma integrada, para deixar bem claro que quem exerce o poder é o Estado”. Essa declaração sublinha a determinação em não ceder espaço à criminalidade e em garantir que a autoridade do Estado seja a única a prevalecer.

O governador também ressaltou que as operações estratégicas, como a “Contenção”, não serão eventos isolados, mas sim contínuas. Essa continuidade é essencial para impedir o avanço da criminalidade e para consolidar os ganhos territoriais e de segurança obtidos pelas forças policiais. A intenção é manter uma pressão constante sobre as facções criminosas, desestabilizando suas operações e impedindo que se reorganizem ou tentem retomar o controle das áreas. A mensagem é clara: o Estado está empenhado em uma luta persistente e multifacetada contra o crime organizado, utilizando todos os recursos disponíveis para proteger a sociedade e assegurar a paz social.

Desfecho da operação e seus impactos

A “Operação Contenção” no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, marca um ponto significativo na estratégia do Governo do Estado do Rio de Janeiro de combater frontalmente a expansão de facções criminosas. Com uma mobilização de mil agentes e um vasto aparato logístico, a ação demonstrou a capacidade e a determinação das forças de segurança em restaurar a ordem e a autoridade estatal em áreas conflagradas. Os objetivos de cumprir mandados e, principalmente, de frear a influência do Comando Vermelho, reforçam o compromisso em proteger a população e garantir um ambiente mais seguro. A promessa de operações contínuas reitera que esta não é uma ação isolada, mas parte de uma estratégia de longo prazo para manter a pressão sobre o crime organizado.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo principal da “Operação Contenção” no Complexo do Salgueiro?
O objetivo principal é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, além de frear a expansão territorial da facção criminosa Comando Vermelho na região.

Quantos agentes de segurança participaram da ação?
A operação mobilizou um total de mil agentes, sendo 880 policiais militares e 120 policiais civis.

Quais unidades policiais estiveram envolvidas na operação?
Pela Polícia Militar, atuaram unidades do COE (Bope, BAC, BPChoque, GAM), RECOM, CPRv e GATs do 4º CPA. Pela Polícia Civil, participaram agentes da Core e da DRE, com apoio das delegacias do 4º DPA.

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Fonte: https://jovempan.com.br

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